Inovação: o coração como fonte de energia

^EB1F7181B7A6B80F931A9BF0ABFA638908DB886183CDED2885^pimgpsh_fullsize_distrQuem usa marca-passo sabe que um de seus maiores incômodos é a troca de sua bateria, que dura de 6 a 7 anos. O procedimento, apesar de rápido, é delicado e pode representar grandes riscos à saúde do paciente.

Mas este incômodo poderá acabar em breve. O suíço Adrian Zurbuchen apresentou em um congresso neste ano um novo marca-passo sem baterias que será movido puramente pelas batidas do coração. O mecanismo do novo protótipo foi baseado nos relógios de pulso automáticos, que também não usam baterias e tiram sua energia do movimento dos braços.

A ideia de usar o mecanismo do relógio em um marca-passo surgiu quatro anos atrás e foi idealizada pelo professor Rolf Vogel, da Universidade de Berna, na Suíça. Para Zurbuchen, o coração é uma fonte de energia promissora, pois suas contrações são repetitivas e ocorrem 24 horas por dia, 7 dias por semana e 365 dias por ano. Por isso, a invenção de um marca-passo que utilizasse tamanho potencial era mesmo uma questão de tempo.

O protótipo foi feito com a mesma estrutura de um relógio de pulso automático disponível no mercado. Todas as peças desnecessárias foram removidas para que o peso e o tamanho do aparelho fossem reduzidos. Além disso, a equipe de Zurbuchen adicionou uma estrutura customizada com aberturas que permitem que o marca-passo seja suturado diretamente no miocárdio.

Seu funcionamento é o mesmo de um relógio preso ao pulso de uma pessoa. Quando o mecanismo é exposto a uma aceleração externa (neste caso, as batidas do coração), sua massa excêntrica começa a rodar. Esta rotação progressivamente enrola uma mola mecânica. Após ficar totalmente enrolada, ela se solta e a energia resultante gira um microgerador elétrico, que alimenta todo o sistema do marca-passo.

Apesar de testes in vivo feitos em porcos domésticos terem mostrado a eficácia do aparelho, ele ainda não tem data certa para chegar aos corações humanos.

Você conhece outras invenções na área médica que beneficiarão nossa saúde no futuro? Diga para nós nos comentários.

Artigo escrito por Ricardo Millani

Fonte: ScienceDaily

 

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Engenheiro cria projeto de estrada capaz de gerar energia

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Você vê mais área verde ou asfalto por aí? Seja qual for a resposta, fato é que o mundo clama por ajuda e está dando muitos sinais disso. Minimizar os danos pode ser uma saída. E, se temos tanto asfalto por aí, já pensou se ele pudesse produzir energia solar? O casal de engenheiros americano Julie e Scott Brusaw é dono do projeto Solar Roadways . O projeto propõe a instalação de painéis solares inteligentes e super resistentes no lugar do asfalto (ou de qualquer superfície urbana) para captar a energia e transformá-la em eletricidade.

Além de dar suporte à sinalização e descartar o uso de pinturas de forma eficiente, a proposta é que a energia gerada ilumine as casas e abasteça carros elétricos. Com isso, postes de energia perderiam importância e, em dias de neve, os painéis aqueceriam e resolveriam o problema do acúmulo de gelo. E mais: um corredor auxiliar armazenaria e trataria a água da chuva.

Só falta uma coisa: investimento. Uma campanha de financiamento coletivo esteve no site Indie GoGo até junho do ano passado. E a notícia é boa: segundo o próprio Indie GoGo, eles arrecadaram mais de US$2 milhões para custear a próxima fase do projeto. Eles têm apoio do governo e aceitam doações privadas, mas não de grandes empresas. Será que a ideia daria certo aqui no Brasil?

Fotos de divulgação em hypeness 

Artigo escrito por: Érica Brasil

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Promessas para a medicina em 2015

03/23/2015

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Inovação para a saúde1

A Cleveland Clinic, um dos maiores hospitais dos Estados Unidos, tornou-se referência para profissionais da saúde ao veicular listas anuais com as promessas da área. Confira quais as 10 melhores inovações médicas de 2015:

1) Unidades móveis especiais para pacientes com AVC:  unidade especializada em acidente vascular cerebral móvel altamente equipada e com transmissão de vídeo direto para o hospital.

2) Vacina para dengue:  desenvolvida e testada, espera-se que chegue ao mercado até o final de 2015;

3) Exame de sangue sem dor:  o novo dispositivo estabelece uma única gota de sangue da ponta de um dedo em um processo praticamente indolor;

4) Inibidor para colesterol LDL:  o primeiro inibidor PCSK9 propõe uma redução de colesterol injetável de drogas para os pacientes que são intolerantes à estatina;

5) Medicamentos conjugados com anticorpos:  oferecem agentes que eliminam células tumorais, sem danos colaterais ao tecido normal;

6) Inibidores de checkpoint imunológico:  medicamentos que estimulam o sistema imunológico e aumentam o tempo de remissão do melanoma, um tipo de câncer de pele;

7) Marca-passos wireless:  são menores e permitem implantação por meio de cirurgia minimamente invasiva;

8) Novos medicamentos para fibrose pulmonar idiopática: é esperada a aprovação de duas drogas para tratamento;

9) Terapia de radiação intraoperativa para câncer nos seios: a radiação é entregue em uma dose durante a remoção cirúrgica do nódulo;

10) Novas drogas para problemas cardíacos: aumento significativo na taxa de sobrevivência de pacientes com insuficiência cardíaca.

Novidades positivas para o cenário medicinal, não é mesmo?

Artigo escrito por Paula Neiva

Fontes: Empreender Saúde e Revista Hosp

 

 

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Conheça a revolução tecnológica por trás de adesivos em pó para calçados

adesivo para sapatosPromovido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, o Prêmio Brasil-Alemanha de Inovação é responsável por identificar e reconhecer todos os esforços inovadores realizados por empresas brasileiras ou alemãs instaladas no Brasil. Desta forma, têm o propósito de aumentar a visibilidade para projetos inovadores, atraindo parcerias e ainda colaborando para o maior intercâmbio entre os dois países.

Com o anúncio dos vencedores realizado no dia 12 de novembro de 2014, em solenidade de premiação na cidade de São Paulo (SP), a vencedora em destaque hoje, nesta série  que abordará os cases que ocuparam o pódio,  é a Artecola Química. Ocupando o 3o lugar entre mais de 100 concorrentes, a empresa foi responsável pelo projeto Artepowder, que apresenta o desenvolvimento e também o sucesso do adesivo em pó para a aplicação na colagem de solados de calçados. A ideia se destaca pelo pioneirismo no mercado mundial, com um modelo considerado revolucionário por reduzir em até 70% o tempo do processo de colagem e em até 27% o custo do par colado, além de eliminar problemas na colagem.

O processo de colagem com o adesivo em pó teve seu desenvolvimento -em parceria com Orisol, marca fabricante de máquinas, assim dando origem à joint venture Artesol, que já está em funcionamento no mercado asiático, na China.

Quer conhecer os projetos que conquistaram o 1o e o 2o lugar do Prêmio? Confira nas próximas publicações do blog Respostas Sustentáveis.

Artigo escrito por Paula Neiva

Fontes: Empresa Escola e Bayer

 

 

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HIV x Gravidez: veja como a atenção da mãe pode livrar o filho dessa

banner_saude_gravidez_2Ter HIV não significa ter AIDS, sabia? É possível ter o vírus e não desenvolver a doença. Os sintomas podem nem aparecer. Em todo caso, segundo o Ministério da Saúde, os cuidados devem ser os mesmos. O vírus pode ser transmitido por relações sexuais sem proteção, pelo compartilhamento indevido de seringas, na gestação ou pela amamentação.

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, 8% das grávidas soropositivas transmitem a doença para o bebê. Daria para evitar? A chance de transmissão, caso a mãe não saiba ou não se trate até o parto, é de 20%. Por isso, o pré-natal e as indicações médicas podem, sim, livrar o bebê do vírus. O teste é indicado, geralmente, no primeiro trimestre da gestação. Com tratamento, a chance de contágio cai para até 2% e a mãe recebe apoio para lidar com a questão da forma mais sadia possível.

Até 70% das transmissões ocorrem durante o parto ou próximas a ele, caso a placenta seja perfurada. Por isso, por segurança, muitos médicos indicam a cesárea e que a amamentação seja realizada, por exemplo, com a colaboração de bancos de leite humano.

Solteiras ou casadas, muitas nem imaginam que têm o vírus por desconhecerem completamente a vida sexual dos seus parceiros. Lembre-se: o vírus pode existir, mas e se os sintomas não aparecem? Só um exame pode detectar. Por isso, o SUS oferece os testes e medicamentos para o tratamento gratuitamente. Melhor prevenir do que remediar, né?

Confira o vídeo com a história ilustrada da AIDS

Com informações do site http://www.aids.gov.br/

Artigo escrito por: Érica Brasil

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Conheça as turbinas silenciosas inspiradas nas asas das corujas

Siemens bioengenharia inspirada nas corujas 2Secador de cabelo, aspirador de pó, ventilador, coifa de cozinha, fornos … Esses são apenas alguns itens que produzem ruídos, muitas vezes desagradáveis. Já pensou poder utilizar tudo isso sem ter que gritar para continuar conversando? Uma tecnologia inspirada nas asas das corujas pode ajudar.

A FEMTO, do Parque Tecnológico de São José dos Campos, tem uma solução inovadora que já propiciou a redução de oito decibéis no ruído gerado pelas turbinas desses aparelhos, o que significa que a pressão no ouvido diminui pela metade.

Segundo Nehemias Lima Lacerda, Diretor Científico da FEMTO e Ph.D. em Engenharia Aeronáutica, o formato das asas da coruja é que faz dela uma das aves mais silenciosas da natureza.  Além do design, as penugens ao longo da borda frontal da asa; a extremidade traseira com penas macias; e, por último, a parte superior aveludada, que elimina o ruído enquanto o ar escoa, são características que reforçam essa performance. “A tecnologia pode ser aplicada em diversos setores e a ideia é melhorar a qualidade de vida oferecendo conforto às pessoas e aumento do desempenho de aparelhos”, reforça.

Ele afirma ainda que o material usado para a fabricação dessas ventoinhas é o mesmo – geralmente, o plástico -, mudando apenas o formato e alguns detalhes. Nehemias diz que trabalha há cerca de quatro anos no desenvolvimento desta tecnologia usando, inclusive, publicações da NASA e da comunidade científica mundial, além de resultados de muitas pesquisas da engenharia aeroespacial e militar. Todos os estudos são simulados na FEMTO em computadores de alto desempenho utilizando softwares de última geração.

Nada mal para este mundo cada vez mais barulhento, não acha?

Artigo escrito por: Letícia Ghedin

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Uma união pelo bem de nossos corações

sirio libanes tecnologia siemensJá ouviu falar no “Centro Internacional de Referência em Imagem Cardiovascular”? Pois é, em agosto do ano passado, uma parceria firmada entre o Hospital Sírio-Libanês e a empresa Siemens viabilizou a criação dessa novidade. A união de expertises das organizações permite a elaboração de pesquisas sobre o que há de mais moderno na comunidade científica em métodos de diagnóstico por imagem em cardiologia.

Dedicado ao treinamento de profissionais em diagnóstico por imagem na área cardiovascular, o centro permite o compartilhamento de tecnologia e conhecimento de ponta. Para isso, o projeto tem como base a capacitação profissional, a elaboração de novos protocolos de exames e diagnósticos e o desenvolvimento de novas técnicas.

O projeto, que está localizado dentro do Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI) do complexo da Bela Vista do Hospital Sírio-Libanês na capital paulista, possui equipamentos de angiografia e hemodinâmica de última geração. Um deles é o Artis zeego – aparelho que oferece alta qualidade de imagem e menor dose de radiação, além de promover flexibilidade e um fluxo de trabalho aprimorado, que otimiza procedimentos mais complexos em cardiologia, além de equipamentos de tomografia computadorizada, ressonância magnética e fluoroscopia.

Como a iniciativa prioriza a educação médica, cursos como os de Emergência Cardiovascular e testes Cardiopulmonares e Cardioncologia são oferecidos pela instituição. Se ficou interessado, você pode consultar mais sobre os cursos na aba Ensino e Pesquisa no site do Hospital Sírio-Libanês.

Artigo escrito por Priscila Cunha

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Descubra se a energia do raio pode virar energia elétrica

Siemens energia raiosSe o raio é uma descarga de energia elétrica, será que não tem jeito de armazenar e utilizar como energia para nossa casa, por exemplo? Boa pergunta! Principalmente porque o Brasil é campeão mundial neste quesito, segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Por ano, são 50 milhões de raios por aqui.

Respondendo a pergunta acima, até dá, o problema é que não é economicamente viável. De acordo com o Elat, embora a potência energética seja grande, o raio dura de meio a um terço de segundo. Neste período, gera 300 kWh que, por sua vez, equivale ao consumo mensal de energia de uma casa pequena.

Para ficar mais fácil, pegue a conta de energia da sua casa e confira o consumo mensal. Lembre-se de que a média por pessoa no Brasil não passa de 163 kWh. Economicamente falando, a implementação desse método não vale a pena! Além disso, seria difícil captar raios suficientes em pontos estratégicos para armazenar e garantir que ninguém fique às escuras.

A ideia pode virar realidade mais adiante. Um estudo do Inpe realizado em 2013 mostrou que o número de tempestades com raios na cidade de São Paulo cresceu 40% em 126 anos. Mesmo assim, a região entre Coari, município do interior do Estado do Amazonas, e Manaus lidera em incidência de raios. E mais: nas próximas décadas, o fenômeno deve ser mais frequente na região amazônica, segundo informações do Elat.

Por ser o maior país na zona tropical do mundo, o Brasil tem o clima quente e, portanto, favorável às tempestades e raios.

E você? Tem notado mais raios na sua cidade?

Artigo escrito por: Letícia Ghedin

Entenda como se formam os raios: Inpe

Com informações da Super Interessante

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E se tudo fosse interconectado?

Siemens futuroJá imaginou todos os itens que você usa no dia a dia interconectados à rede mundial de computadores? Este fenômeno já está se fazendo possível por meio de uma revolução tecnológica denominada “Internet das Coisas”.

Meios de transporte, eletrodomésticos e até roupas conectadas a computadores e smartphones estão tomando conta do mercado. Esta união do mundo físico com o digital já é discutida desde 1991, quando a conexão TCP/IP e a Internet começaram a se popularizar.  No ano de 1999, o termo “Internet das Coisas” foi sugerido pelo Kevin Ashton, do MIT (Massachusetts Institute of Technology).

E como essa ampliação da conectividade é efetivamente útil para uma série de atividades cotidianas? Os objetos que estiverem em rede terão meio de fornecer dados para sistemas integrados e controlar uma série de atividades, como, por exemplo, saber por meio do seu carro em movimento que você está se dirigindo à casa e, então, a própria rede pode ajustar a temperatura do ambiente para quando você chegar.

Quer saber mais? Assista o vídeo criado pelo NIC.br  (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) e prepare-se para um futuro bem presente:

Artigo escrito por Paula Neiva

Fontes:  PorVir e Exame

 

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Curitiba: o exemplo sustentável para o Brasil

CuritibaJá parou para pensar como os órgãos públicos estão investindo em ações sustentáveis para as cidades? E em como a sociedade está contribuindo para que a sua cidade evolua sustentavelmente?

Em Curitiba, isto é posto em prática. Conhecida como a “Cidade Verde”, seus projetos de sustentabilidade em mobilidade urbana, educação e saneamento básico chamam atenção por apresentar uma proposta que prova que sua preocupação com o meio ambiente vai muito além de pura teoria: a prefeitura permite que a população troque resíduos recicláveis por alimentos de qualidade.

Assim é o popularmente conhecido Programa Câmbio Verde, que incentiva os curitibanos a juntarem quatro quilos de lixo para, assim, terem direito a um quilo de frutas, legumes e verduras, todos cultivados por pequenos agricultores rurais.

Desta forma, o programa combate problemas característicos de grandes cidades ao reduzir a quantidade de lixo, ajudar a população a ter mais qualidade de vida e ainda se torna um exemplo positivo de gestão eficiente e visionária, sendo reconhecida por meio do recebimento de prêmios internacionais por suas ações socioambientais. Entre esses prêmios, Curitiba foi eleita pela OMS (Organização Mundial de Saúde) a cidade com a melhor qualidade do ar do Brasil e a segunda melhor do mundo em equilíbrio ambiental.  Além disso, desde 2011, a cidade é reconhecida pelo Instituto Trata Brasil como a primeira capital brasileira onde 100% da população tem saneamento básico e água tratada. E a sua cidade, como tem contribuído para um presente mais consciente e um futuro mais sustentável?

Artigo escrito por Paula Neiva

Fontes: Prefeitura de Curitiba e pensamento verde

 

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