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Quanto custaria uma nave espacial da ficção no mundo real?

Siemens Star WarsTodo fã de Star Wars (Guerra nas Estrelas) que se preze conhece a Estrela da Morte, a gigantesca estação espacial centro de comando do Império que é uma poderosíssima arma de guerra – tão poderosa que é capaz até de destruir planetas inteiros. Para se ter uma ideia do seu tamanho, ela tem 140 km de diâmetro, é capaz de abrigar incríveis 843.342 tripulantes e pode armazenar suprimentos suficientes para uso por até três anos.

Mas o que nem todo fã da saga de George Lucas sabe é o quanto custaria para construir uma dessas de verdade. Pensando nisso, estudantes de economia da Lehigh University, nos Estados Unidos, fizeram seus cálculos e chegaram no custo e no tempo de produção necessário para dar forma a um dos ícones mais conhecidos da saga.

Para embasar os cálculos, os estudantes começaram supondo que a Estrela da Morte seria feita de aço e teria densidade similar a um navio de guerra dos dias de hoje. Eles concluíram que, para construir a estação espacial, seriam necessários 1 quatrilhão de toneladas de aço – isso é 1 seguido de quinze zeros. Para fazer tanto aço assim, precisaríamos de tanto ferro, mas tanto ferro que teríamos de extrair uma parte do núcleo da Terra (o que não seria nada bom) para obtermos esta quantidade.

Este não seria o único empecilho. Se considerarmos o ritmo anual de produção de aço no mundo todo, algo em torno de 1,3 bilhão de toneladas, levaríamos incríveis 833.315 anos só para conseguirmos todo o aço necessário para a estação – isso sem contar o tempo que levaria para construir uma estrutura gigantesca como essa. E o preço deste aço todo? Nada mais, nada menos do que US$ 852 quatrilhões de dólares, ou 13 mil vezes o PIB global.

No final das contas, o melhor e mais sensato a se fazer é manter a Estrela da Morte apenas na ficção, para a tristeza dos fãs e para o alívio da humanidade.  Que a força esteja sempre com você!

Artigo escrito por Ricardo Millani

Referências: Centives, CNET e The Sydney Morning Herald

 

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Como a terceira idade lida com a tecnologia?

Idosos conectadosConhece alguém com mais de 60 anos e que só quer saber de acessar a internet e ficar por dentro do que rola nas redes sociais? Enquanto as crianças de hoje em dia nascem dominando as novas tecnologias, os brasileiros da Melhor Idade surpreendem ao mostrar que também estão acompanhando os avanços tecnológicos. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é nesta faixa etária que se concentra a alta mais representativa no número de pessoas com acesso à internet. Em seis anos, houve um aumento de 222,3%, o que representa 5,6 milhões de pessoas conectadas.

O que muita gente esquece é que a terceira idade de hoje está inserida na sociedade que faz e vê o desenvolvimento da tecnologia a todo vapor. Eles estão cada vez mais participativos e economicamente ativos (Leia aqui), querem aprender, se informar e se comunicar o tempo todo. Redes sociais, smartphone e seus mais variados aplicativos vão ficando mais fáceis com a ajuda dos jovens ou o estímulo da própria curiosidade. Para se ter uma ideia, grupos no Facebook voltados para a Terceira Idade chegam a ter mais de 15 mil membros e páginas com conteúdo especializado somam quase 500 mil pessoas, que interagem, comentam e compartilham.

O que eles mais buscam? Lazer, conforto e qualidade de vida. Segundo pesquisa da Quorum Brasil, muitos ainda estão no mercado de trabalho e 70% de seus gastos mensais são com bem-estar.

Se você ainda pensa no idoso de hoje como aquele que só fica em casa vendo TV, esqueça. A verdade é que eles estão lidando muito bem com esse admirável mundo novo! Eles estão conectados, mas vale a pena ampliar ainda mais a adesão, oferecendo-lhes acessibilidade e usabilidade, por meio de sites mais intuitivos e com a opção de aumentar as letras para facilitar a navegação por celular, por exemplo.

E você, conhece alguém na Melhor Idade que curte tecnologia? Compartilhe conosco!

Fonte: Veja e Istoé

 

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Como será o engenheiro do futuro?

11/06/2015

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Engenheiro do futuroNas últimas décadas, testemunhamos a evolução surpreendente da tecnologia, o que gerou avanços significativos nas mais diversas áreas do conhecimento e da produção. Graças a esta evolução, a indústria, por exemplo, viu a automação industrial ganhar força, a nanotecnologia virar tendência e o mundo digital se integrando e tornando peça fundamental no funcionamento de toda a linha de produção.

Estas novidades ainda estão presentes em poucas indústrias ao redor do mundo, mas possuem grande potencial para fazerem parte da maioria das fábricas do futuro. Por isso, os profissionais da área, em especial os engenheiros, precisam se preparar para estas mudanças, o que exigirá novos conhecimentos técnicos e uma postura diferenciada frente ao seu trabalho. Conheça agora algumas características fundamentais que os engenheiros do futuro deverão possuir.

 

1) Boa formação

Os engenheiros do futuro deverão desenvolver um perfil multidisciplinar. Será essencial ter uma boa formação básica, com uma visão genérica sobre a Engenharia como ciência, mas a formação específica em uma área ainda será exigida pelas empresas. Ter bons conhecimentos de mercado, de outras disciplinas e saber como utilizar seus conhecimentos pelo bem da sociedade também serão diferenciais.

2) Conhecimento variado

O domínio de certos pontos que hoje são tendências, mas que poderão se tornar comuns nos próximos anos, será um requisito básico no futuro. É o caso de questões ligadas à sustentabilidade, como proteção ao meio ambiente e uso eficiente de energia, à nanotecnologia e ao uso e manutenção de máquinas, sistemas informatizados e robôs inteligentes. 

3) Senso de urgência

Os engenheiros que irão trabalhar nas fábricas do futuro poderão interferir, a quilômetros de distância, em processos que acontecem dentro da fábrica por meio de um celular ou tablet. Esta facilidade proporcionada pela tecnologia mudará a ideia atual de turnos de trabalho, o que exigirá dos profissionais, além de capacidade para lidar com estes aparelhos, bom senso para entender quais tarefas são urgentes e o que pode ser feito depois.

4) Bom relacionamento

Apesar das mudanças que a tecnologia provocará, algumas regras nunca mudarão. É o caso do bom relacionamento, da ética e da cooperação entre os colegas de trabalho, que continuará sendo muito importante em ambientes onde o avanço da automação exigirá competências diferentes de cada profissional. Quem conseguir passar por este processo de grandes mudanças demonstrará inteligência emocional para subir na carreira.

Na sua opinião, quais outras características o engenheiro do futuro deverá desenvolver? Compartilhe conosco nos comentários.

Artigo escrito por Ricardo Millani

Leia mais em: Estadão, Exame e Foco

 

 

 

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As tendências que poderão ganhar os céus

Siemens futuro da aviaçãoNos últimos anos, o setor da aviação civil testemunhou o nascimento e a incorporação de diversas novidades nos aeroportos, como a automatização do check-in e do atendimento ao cliente, e as aeronaves ganharam sistemas de entretenimento cada vez mais avançados, internet wireless a bordo, estrutura cheia de regalias na primeira classe, entre outras mudanças.

Se por dentro as aeronaves mudaram muito, o mesmo não pode ser dito sobre o lado de fora. Os aviões de hoje ainda são muito parecidos visualmente com os que cruzavam os ares há três, quatro décadas atrás. Mas será que os aviões do futuro ainda terão a mesma cara? E seu interior, mudará muito? As respostas você confere nestas três tendências para a aviação civil daqui a alguns anos. Confira:

 

1) Aeronaves mais confortáveis e eficientes

Compartimento de bagagens, janelas e banheiros maiores e melhores, iluminação de LED, melhor pressurização e umidificação do ar a bordo são alguns exemplos de como o interior do avião tende a ficar cada vez mais agradável. Além disso, um novo modelo de aeronave fabricado por uma das empresas líderes do setor apresenta uma economia de combustível que chega a 30% em relação às gerações anteriores, com inovações no design, nas turbinas e nas asas.

2) Vistas panorâmicas

Muitos projetos de aeronaves para o futuro mostram que a vista para o lado de fora não será restrita às janelinhas. Ao invés disso, os aviões poderão contar com uma estrutura translúcida que garantirá belíssimas vistas panorâmicas do horizonte, como mostra o vídeo deste projeto desenvolvido por uma grande fabricante, que também apresenta outros conceitos bem interessantes.


3) A volta dos aviões supersônicos

Os supersônicos poderão ganhar o céu novamente no futuro. Segundo o Yahoo!, a NASA está desenvolvendo, em parceria com uma grande fabricante, um avião supersônico 100 vezes mais silencioso do que o antigo Concorde e que pode cruzar os Estados Unidos em duas horas e meia. Outra fabricante está trabalhando em um modelo supersônico que iria de Los Angeles a Tóquio em até seis horas, quase a metade do tempo atual.

Para conhecer alguns protótipos bem diferentes de aeronaves futuristas, clique aqui e aqui. Será que realmente voaremos em algum destes?

 

Leia mais em: Yahoo!, Melhores Destinos e Travel Pulse.

Artigo escrito por Ricardo Millani

 

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Inovar é um desafio cada vez maior para a indústria brasileira

young businessman drawing success concept on wal

Inovar significa realizar algo novo, mas está cada vez mais desafiador fazer isso aqui no Brasil. No Índice Global de Competitividade 2014-2015, do Fórum Econômico Mundial, o Brasil está em 57º lugar entre 144 nações. Em 2012-2013, estava na 48a. posição. Por isso, existe uma urgência em pensar em soluções em escala industrial que colaborem com o desenvolvimento do Brasil. Essa é a proposta do Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, realizado em São Paulo, e que trouxe discussões à tona entre três mil pessoas.

O evento abordou histórias de sucesso selecionadas na publicação “Inovar É Fazer: 22 Cases de Inovação em Pequenas, Médias e Grandes Empresas”. Uma delas, por exemplo, é a FIT Networks, que desenvolveu uma solução que barateia e viabiliza a popularização da internet via fibra ótica, possibilitando que os provedores de Internet levem esta tecnologia a mais comunidades por um custo até 70% menor que o convencional. Outro exemplo é a Protect, que fez um tecido nanotecnológico para o mercado europeu. Além disso, teve o Prêmio Nacional de Inovação, que escolheu 10 soluções inovadoras entre pequenas, médias e grandes empresas. Entre os finalistas, por exemplo, destacou-se o projeto responsável por um método de produzir cimento e ampliar a capacidade de fornecer o material para obras em locais remotos.

A oportunidade incentivou o diálogo entre executivos, empreendedores e especialistas. Vinte grandes nomes debateram sobre financiamento, propriedade intelectual, recursos humanos e engenharias, pequenos negócios inovadores e outros temas. Para saber mais, acesse o site do Congresso de Inovação e clique em Publicações.

Conhece alguma ideia inovadora interessante? Compartilhe!

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Entenda o que os supercondutores têm a ver com economia de energia

08/28/2015

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Supercondutores

Você sabia que a perda de energia das usinas até as nossas casas é muito grande? De acordo com a segunda edição do relatório “O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 – Oportunidades e Desafios”, cerca de 20% da energia gerada pelas usinas é perdida ao longo da cadeia de geração, transmissão e distribuição de energia. Uma alternativa para evitar parte dessa perda é o uso dos supercondutores, que são materiais metálicos ou cerâmicos que conduzem eletricidade com quase nenhuma resistência. Isso faz com que a perda de energia seja praticamente nula. Por isso, o uso dos supercondutores pode revolucionar as nossas vidas, melhorando o desempenho dos transportes, dos computadores, dos motores, etc.

A supercondutividade foi descoberta por acaso em 1911, na Holanda, por Kammerlingh Onnes. Em meio a diversas pesquisas, ele constatou que a resistência da condução de energia diminuía à medida que a temperatura caía. Fato é que cada material tem uma temperatura específica para fazer com que isso aconteça, chamada de Temperatura Crítica. A partir dela, a corrente elétrica flui em uma intensidade constante, sem resistência. Já nos condutores comuns, a corrente elétrica vai perdendo força, por causa da resistência encontrada pelo caminho. Dois anos depois da descoberta, ele levou o Prêmio Nobel de Física.

Outra característica importante é o efeito Meisnner, que funciona da seguinte maneira: conforme a temperatura do material supercondutor cai, é possível conduzir a corrente de energia sem perdas. O exemplo mais comum da aplicação desse efeito é o dos veículos que levitam, como o trem chamado de MAGLEV (Magnetic Levitation). Ele pode alcançar 600 km/h porque flutua em uma superfície magnética acima do trilho.

Testes já foram feitos no Japão e na Alemanha. Já pensou em um desses por aqui?

Fonte: Click e Aprenda e UFSCAR 

Artigo escrito por Erica Brasil

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Computação cognitiva: a ficção virou realidade

08/23/2015

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computação cognitiva

                Por influência de histórias de ficção científica em livros e filmes, quando pensamos em inteligência artificial, é comum surgir dois tipos de imagens em nossa mente: um mundo caótico e sombrio, onde os seres humanos são dominados pelas máquinas e escravizados por elas; ou um mundo futurista e bem mais agradável, onde computadores e robôs superinteligentes são nossos melhores amigos e executam com perfeição (e sem reclamar!) nosso trabalho e algumas tarefas mais chatas do cotidiano, como lavar a louça ou varrer a casa.

Este segundo mundo está cada vez mais próximo de virar realidade. Na verdade, já é, mas ganhou um nome bonito para defini-lo: computação cognitiva. Mas o que é isso, afinal?

Apoiando-se no conceito de inteligência artificial e aprendizagem de máquinas, a computação cognitiva pode ser definida como uma nova era da computação, na qual as máquinas e os sistemas operacionais interagem de forma mais inteligente e integrada com os seres humanos, de modo mais parecido com o nosso tipo de raciocínio.

Pode parecer distante demais, mas este conceito já está presente no nosso cotidiano há alguns anos, por exemplo, nos assistentes pessoais dos smartphones – como a Siri, do sistema iOS -, sistemas de recomendações de compra que conhecem nossos gostos pessoais, ferramentas que oferecem publicidade personalizada de acordo com a navegação do usuário pela internet, entre outros exemplos.

Esta é uma tendência que veio para ficar e que pode trazer muitos benefícios para nós. Imagine um veículo que se dirige sozinho, sem intervenção do motorista, e que saiba antecipadamente como reagir em situações de risco. Ou um supersistema que consulte rapidamente milhares de relatórios médicos, revistas especializadas e exames de todos os pacientes de um hospital para fornecer um diagnóstico preciso e um tratamento sob medida para cada pessoa.

Apesar dos avanços tecnológicos dos últimos anos, a computação cognitiva ainda está engatinhando. Contudo, é possível perceber que esta nova era da tecnologia terá um futuro muito promissor, como mostra o simpático robozinho Jibo, um assistente pessoal capaz de ler e-mails, receber mensagens, gravar vídeos e lembrar de compromissos de modo muito mais natural do que um celular ou computador. Confira no vídeo abaixo:

Você conhece outros exemplos interessantes de computação cognitiva? Compartilhe conosco nos comentários.

Artigo escrito por Ricardo Millani
Referências: Exame, CIO, Computer World e Jibo

 

 

 

 

 

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3 erros de logística que sua empresa não pode cometer

Port of Rio de Janeiro is a major cargo destination for freight from overseas, now undergoing a major renovation project for the 2016 Olympic, called Port Maravilha, Rio de Janeiro, Brazil

No Brasil, a logística das empresas e dos produtores rurais exportadores sofre diversas interferências negativas, principalmente devido aos gargalos de nossa infraestrutura. Segundo o site de notícias Hoje em Dia, estima-se que só as deficiências na armazenagem sejam responsáveis pela perda de 10% de toda a safra brasileira – um prejuízo aproximado de R$ 15 bilhões por ano.

Mas não são apenas os problemas estruturais brasileiros que causam interferências na logística. Muitas vezes, os exportadores deixam passar alguns equívocos durante o processo responsável por levar suas mercadorias para o exterior, o que provoca o aumento do valor final do produto e a perda de competitividade.

Conheça agora três grandes erros logísticos cometidos pelos exportadores e veja algumas dicas de como evitá-los.

1) Falta de planejamento

Um dos maiores problemas enfrentados desde a produção até a entrega do produto é a falta de planejamento. Compreender a complexidade do processo, traçar metas e prestar atenção às necessidades dos importadores é essencial, e isso vai desde o início até o final do negócio. Aproveite para conhecer as necessidades do cliente, trace as melhores rotas e identifique o modal mais adequado para o transporte dos seus produtos.

2) Escolha inadequada do tipo de transporte

Contratar uma opção de transporte inadequada pode arruinar um negócio. Por isso, esteja ciente das características de seus produtos antes de optar por uma modalidade.

O transporte marítimo é o preferido por quem trabalha com mercadorias não perecíveis e de baixo valor agregado em cargas de grande volume. Costuma ser mais lento do que outras alternativas, mas compensa pelo preço.

O transporte rodoviário é indicado para pequenas cargas, distâncias mais curtas e para economizar tempo, pois não existe o incômodo da espera nos portos.

Com fretes mais baratos, o ferroviário é ideal para transportar matérias-primas e manufaturados de baixo valor em longas distâncias.

Quando a entrega é urgente e o produto tem alto valor agregado, a indicação costuma ser o frete aéreo.

3) Ignorar a necessidade de adequações e licenças

Quem vende precisa conhecer as necessidades de seu comprador, saber o que ele busca e em qual contexto está inserido. Por isso, verifique as demandas da parte de liberação aduaneira do país para o qual se está exportando, para ter certeza de que não há restrições sobre a composição do produto ou da embalagem. Caso seja necessário, apresente ou oriente o importador a buscar uma licença na chegada do produto ao destino.

Lembre-se: quando o produto fica retido, o prejuízo também é seu, pois além de perder tempo e dinheiro, você corre o risco de ter um cliente insatisfeito.

Conhece outros erros comuns de logística cometidos por exportadores? Compartilhe conosco nos comentários.

Artigo escrito por Ricardo Millani

Leia mais em: Terra e Hoje em Dia

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Por que o Brasil forma poucos engenheiros?

 

engenheirosTodo país em desenvolvimento, como o Brasil, necessita de vários tipos de profissionais para poder crescer com planejamento e estabilidade. Médicos, por exemplo, são essenciais para proporcionar saúde e bem-estar para uma população em crescimento, enquanto os professores e professoras também são necessários para educar e profissionalizar os cidadãos em formação.

 

Mas existe também outro tipo de profissional fundamental para o crescimento de um país: o engenheiro. É ele quem atende as demandas de vários setores importantes da sociedade, como a indústria, a agricultura e as áreas de tecnologia em geral. E o Brasil, além de carecer de médicos e professores, também apresenta uma defasagem no número de engenheiros em atividade.

Para se ter uma ideia, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2011 graduaram-se 45 mil engenheiros no País, um número bem inferior ao de outros países emergentes, como a China (650 mil por ano) e a Índia (220 mil por ano), mesmo considerando a proporção em relação ao número de habitantes. Se o Brasil continuar crescendo no ritmo atual, serão necessários 560 mil engenheiros a mais no mercado até 2020, um número, hoje, muito difícil de ser alcançado.

Mas o que está causando esta defasagem? São vários fatores que contribuem, mas um deles é unanimidade entre os especialistas: a má qualidade da educação básica no Brasil, principalmente na disciplina de matemática, a mais importante para o estudo e o exercício da engenharia. As estatísticas comprovam: segundo resultados do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) referentes a 2013, 54,9% dos alunos do 3º ano do ensino médio da rede estadual não aprendem o suficiente em matemática. E o número só vem piorando nos últimos três anos.

Então, o que fazer para melhorar o ensino da matemática e, assim, aumentar o interesse dos estudantes no universo da engenharia? Educadores defendem que professores do ensino básico poderiam receber bolsas para se especializar no ensino da matemática, que também poderia ser reformulado para se tornar mais atraente aos alunos, apegando-se menos a fórmulas e mais a situações práticas do cotidiano. Para diminuir a alta evasão dos estudantes de engenharia por causa da disciplina, as universidades poderiam oferecer, em caráter de urgência, acompanhamento específico para os alunos com maiores dificuldades. Não resolveria o problema na raiz, mas contribuiria para formar profissionais mais capacitados.

O baixo número de engenheiros no Brasil é algo que ainda precisa ser muito discutido – e você pode ajudar. Conte para a gente nos comentários como você acha que este problema poderá ser contornado.

 

Artigo escrito por Ricardo Millani

 

Fontes: Estadão e G1

 

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Desvendando mitos da tecnologia

Como será o mundo daqui a 10, 20 ou 50 anos? Muito se especula sobre as possibilidades disponíveis num futuro não muito distante. E, para desvendar os mitos da tecnologia mais populares, especialistas avaliam os casos e dão sua resposta. Confira:

Carros voadores: Carl Dietrich, um dos fundadores da empresa Terrafugia – que apresentou o modelo de carro-voador TF-X -, acredita que toda a tecnologia necessária para este tipo de veículo já existe e diz que as discussões iniciais com a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos indicam que os obstáculos regulatórios existentes, como o estabelecimento da altitude máxima de voo dos veículos, podem ser superados em breve.

Carros do futuro

 
Singularidade tecnológica: e quanto aos avanços com a inteligência artificial que tanto vemos em livros e filmes de ficção científica? Futuristas como Raymond Kurzweil têm dito que vamos nos aproximar da singularidade tecnológica (quando a inteligência artificial superar a inteligência humana) em 2030.

Inteligencia artificial

Teletransporte: se você quisesse se teletransportar, o processo seria o seguinte: as informações do seu corpo seriam copiadas, transmitidas para outra localização e seu corpo original seria destruído – ou seja, você provavelmente morreria no processo, mesmo que conseguissem transmitir seus “dados”. Uma equipe da Universidade de Leicester calculou quantos “dados” compõem o cérebro humano, baseando-se na quantidade de informações (em bits) contida no DNA de cada célula. O resultado foi 2,6 x 10⁴² bits, ou seja, em uma conexão de alta velocidade, seriam necessários 4,85 x 10¹⁵ anos (350 vezes a idade atual do universo) só para teletransportar seu cérebro. Imagine quanto levaria para fazer o mesmo com o corpo todo!

Teletransporte

Quais outros mitos tecnológicos você gostaria de ver desvendados por especialistas? Deixe sua sugestão nos comentários!

Artigo escrito por Paula Neiva

Fontes: Climatologia Geografica, Guiky, Terra Tecnologia, WikipediaHypescience

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