Novos projetos de navios mostram como o transporte marítimo está se adaptando para ser mais sustentável

Fonte: bobthemagicdragon / Flickr CC

Fonte: bobthemagicdragon / Flickr CC

A maior parte das pessoas nem se dá conta, mas basta uma rápida reflexão para se constatar um fato simples: quase tudo o que nos rodeia é fruto do comércio global. E boa parte dessa troca de mercadorias entre os países acontece por meio do transporte marítimo. Somente no ano de 2012, os portos brasileiros movimentaram 904 milhões de toneladas de produtos. Na escala global, então, os números são tão gigantescos quanto a importância deste tipo de tráfego; 9,2 bilhões de toneladas de cargas, de acordo com Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

Estamos preocupados com mobilidade urbana, os engarrafamentos nos grandes centros urbanos e a emissão de poluentes para a atmosfera. Como o nosso olhar está naturalmente voltado para o dia a dia, acabamos nos esquecendo deste grande fluxo de navios pelos mares do planeta. Estudo realizado em 2011 pela Organização Marítima Internacional (IMO, em inglês) mostra que o montante de dióxido de carbono produzido pelos cargueiros marítimos respondia por quase 3% de toda a emissão mundial de poluentes. De forma a articular a capacidade de transporte e a necessidade de reduzir o nível de poluição, a principal empresa responsável pelo tráfego marítimo internacional encomendou navios maiores e que, ao mesmo tempo, buscam melhor desempenho em sustentabilidade. Já chamados de Triple-E (o “E”, em inglês, para economia, energia e meio-ambiente) esses gigantes são capazes de transportar 18 mil contêineres de uma só vez. Da nossa parte aqui no blog, vale explicar um pouco melhor como eles podem contribuir para diminuir os impactos sobre o planeta.

Seus motores rodam de forma mais lenta do que outros sistemas de propulsão. O desempenho, no entanto, é superior, uma vez que, atualmente, metade da energia liberada durante o processo de combustão é perdida como calor residual. Já nos Triple-E, engenheiros da Siemens construíram um mecanismo especial capaz de converter o calor anteriormente desperdiçado em energia. Simultaneamente, gases quentes do motor não são simplesmente jogados no ar, mas usados como propulsores de uma turbina a vapor e de um gerador. Segundo engenheiros da Siemens, este sistema consegue reduzir em até 12% o consumo de combustível, diminuindo as emissões de gás.

O vídeo abaixo dá uma ideia bastante clara da grandiosidade deste projeto. Nele, a fase final do processo de construção de um Triple-E. Vale a pena assistir:

Artigo escrito por Henry Galsky

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Os selos verdes que você precisa conhecer

Fonte: MateriaB

Fonte: MateriaBrasil

Comprar, para um consumidor consciente, é encontrar o equilíbrio entre a satisfação pessoal e o impacto da sua escolha. Não apenas para si mesmo, mas também para as relações sociais, a economia e a natureza.

Ao ir além da compra por questões de preço e marca, muitos descobrem que essa não é uma tarefa fácil. Como ter certeza que determinada companhia leva em conta o meio ambiente, a saúde humana e animal, as relações justas de trabalho?

Buscar selos e certificados ambientais é a forma mais segura. Na teoria, significa que especialistas fizeram esse trabalho de pesquisa minucioso por você e acompanham a conduta de determinada empresa. Na prática, é uma alternativa confiável apenas para selos concedidos pelo governo ou por associações e empresas de credibilidade.

Para ajudar nesse processo, apresentamos aqui alguns selos importantes que você precisa conhecer:

LEED

Provavelmente a mais conhecida de todas as certificações de construção verde no mundo , LEED (ou Liderança em Energia e Design Ambiental ) é um sistema criado pelo Green Building Council para medir e avaliar o desempenho ambiental dos edifícios, a construção de interiores e até mesmo bairros inteiros, sempre buscando a excelência em áreas como o uso de energia, a eficiência da água, uso de materiais reciclados e qualidade do ar, que quando somadas se transformam em diferentes níveis de certificação, tais como bronze, prata, ouro e platina.

www.gbcbrasil.org.br

FSC

FSC é uma sigla em inglês para a palavra Forest Stewardship Council, ou Conselho de Manejo Florestal, em português. Este é hoje o selo verde mais conhecido em todo o mundo. Pode ser encontrado em papel, móveis e embalagens e atesta que a madeira que o produziu não veio do desmatamento das florestas do mundo.

http://br.fsc.org

Cerflor

Além da certificação FSC, existe desde 2002 o Cerflor (Programa Brasileiro de Certificação Florestal) também reconhecido internacionalmente. É uma certificação do Inmetro presente em produtos florestais, como madeira e papel, e garante que todas as normas socioambientais foram respeitadas para a sua produção. http://www.inmetro.gov.br

IBD

Este selo atesta produtos orgânicos. É usado em conjunto com o selo do Governo Federal de Produtos Orgânicos do Brasil. Quem concede é a IBD Certificações, uma empresa brasileira com mais de 20 tipos diferentes de selos de agropecuária, de processamento e de produtos extrativistas, orgânicos, biodinâmicos e de mercado justo (Fair Trade). http://www.ibd.com.br

Orgânico do Brasil

É o selo oficial do Ministério da Agricultura para produtos orgânicos. Desde 2011, é obrigatório para comercialização de quaisquer produtos orgânicos em território nacional. É concedido por certificadoras credenciadas pelo governo, como o IBD e a Imaflora. http://www.agricultura.gov.br

Ecocert

Selo encontrado em diversos alimentos e cosméticos orgânicos no Brasil. É concedido pela empresa francesa com mesmo nome, possui diversos tipos de selos e certifica para o governo federal. Esse selo atesta que é orgânico e, nos cosméticos, que não foi testado em animais e que cumpriu a legislação socioambiental do país.

http://www.ecocert.com.br

Certified Humane

Selo encontrado em produtos de origem animal como carnes, ovos, queijos e lã. Certifica o bem-estar animal e que eles foram bem tratados antes de serem abatidos e não viveram em condições insalubres. A certificação também é concedida pela Ecocert.  http://www.ecocert.com.br

Procel

O selo mais conhecido no Brasil atesta pelos critérios do Inmetro que o produto gasta menos energia e, por isso, é melhor para o meio ambiente. Para os equipamentos elétricos domésticos etiquetados é concedido anualmente o Selo Procel. Para aparelhos domésticos a gás é concedido o Selo Conpet.

http://www.inmetro.gov.br

ABNT (“ISO 14000″)

O rótulo ecológico ABNT é o ISO 14001 que certifica sistema de gestão ambiental de empresas e empreendimentos, e é o mais generalista. Está presente em produtos que vão de carpetes a aço e confere uma garantia de que o produto/serviço da empresa tem menor impacto ambiental do que seu similar que não tem o rótulo

http://rotulo.abnt.org.br

Rainforest Alliance

Este selo é encontrado em produtos agropecuários, como laranja, café e carne. Visa incentivar o manejo florestal e agrícola ambientalmente corretos e economicamente viáveis e contribuir para a preservação da biodiversidade. No Brasil, é concedido pelo Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola).

http://imaflora.org

Artigo escrito por Cristiane Assis

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É fogo, é força, é energia

Foto: Ryan Joy

Foto: Ryan Joy

Já imaginou morar do ladinho de um vulcão como este aí de cima? Se num primeiro momento esta possibilidade pode causar receio, aí vai uma novidade que, se não afasta o medo, pelo menos poderia suavizar este temor: as regiões vulcânicas do planeta são privilegiadas do ponto de vista do potencial de produção de energia geotérmica. Continue a ler este texto para entender.

Conhecida como geotérmica ou geotermal, esta fonte de energia é produzida a partir do calor do interior da Terra. É uma fonte renovável, limpa e ainda pouco explorada mundialmente. De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês), até o ano de 2050, ela pode ser responsável pela produção de até 3,5% da eletricidade global. Os melhores pontos de produção são justamente os locais onde as altas temperaturas estão próximas à superfície. O Japão, por exemplo, busca fontes alternativas desde que o tsunami de 2011 causou o acidente na usina nuclear de Fukushima.

Segundo a Associação Geotérmica Internacional, (IGA, em inglês), o país tem a terceira maior reserva do mundo, atrás somente de EUA e Indonésia. No entanto, a energia geotérmica representa somente 0,2% da matriz japonesa.  O processo de produção acontece a partir de perfuração que tem como objetivo levar água fria à camada quente e profunda do planeta (normalmente localizada a mais de mil metros no subsolo). A pressão existente provoca a subida da água – agora superaquecida -  para a superfície, onde ela flui como água ou vapor. Com temperaturas altíssimas – cerca de 250°C –, o vapor aciona uma turbina e seu gerador conectado. Depois de esfriar, a água é bombeada de volta ao subsolo.

Artigo Escrito por Henry Galsky

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Capacete previne acidentes para ciclistas

Fonte: Guy Norent / Divulgação

Fonte: Guy Norent / Divulgação

Ninguém dúvida que a ampliação do uso de bicicletas nos centro urbanos é das melhores saídas para atenuar os problemas de trânsito e poluição, mas ainda há obstáculos para a expansão do uso das bikes. Uma das principais é a segurança dos ciclistas, e uma novidade pode colaborar para ajudar a tornar o trânsito sobre duas rodas mais seguro.

Estudantes do College of The Art, de São Francisco (EUA), desenvolveram, em parceria com a Intel, o Look System, um capacete que ajuda a prevenir acidentes. A ideia é engenhosa, porém simples: um dispositivo instalado no capacete identifica e, por meio de sinais vibratórios, alerta ao ciclista quando há grandes obstáculos em seu caminho – um carro ou outro objeto na sua direção.

Além de alertar para o risco iminente o ciclista que estiver utilizando-o, o Look System, ainda em fase de testes, permitirá também armazenar todos os dados de cada percurso, possibilitando que sejam mapeados os pontos mais perigosos em cada cidade.

Artigo escrito por Miguel Caballero

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