Consumo consciente, um ato político

Foto por OS2Warp

Você já parou para pensar se é um consumidor consciente? Ou mesmo, o que significa ser um consumidor consciente? Se as suas gavetas e armários não comportam a quantidade de produtos que você tem em casa ou se a sua comida costuma estragar na geladeira isso significa que, provavelmente, você tem adquirido mais do que precisa.

Entretanto, a ideia de consumo consciente vai além da escolha de se comprar somente o necessário. O consumo consciente está intimamente relacionado às práticas de cidadania e transcende as necessidades individuais. De maneira geral, o consumidor consciente leva em conta os impactos das suas escolhas na economia, na sociedade e também no meio ambiente. A roupa que você usa, por exemplo, passa por um longo processo de produção até chegar às lojas, o que envolve, entre outras coisas, a escolha de matérias-primas e o uso de mão de obra. Na hora de optar por determinada marca, você leva em conta esses aspectos?

A Akatu, palavra que vem do tupi e significa semente boa e mundo melhor, é uma ONG que trabalha pela mobilização da sociedade em prol de um consumo consciente. Essa organização publicou uma cartilha promovendo os 12 princípios do consumo consciente. Entre os “mandamentos” estão práticas simples, como planejar as compras, consumir apenas o necessário e separar o lixo. Para ver a lista completa,basta clicar aqui e fazer o download da cartilha.

Como diz o jornalista e blogueiro André Trigueiro na entrevista do vídeo abaixo, consumir é, antes de tudo, um ato político, uma escolha. E, como toda escolha tem consequências, o ideal é que todos nós juntos reflitamos mais e mais sobre nossos hábitos de consumo. Se você deseja conhecer melhor o seu nível de engajamento no que diz respeito ao consumo consciente, faça o teste proposto pela Akatu.

Artigo sugerido por Simone Santos e escrito por Christiane Dias

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Um museu para pensar o futuro

Imagem: Divulgação

Numa região que guarda segredos sobre o passado do Rio e do Brasil, está sendo erguido um museu que vai propor uma reflexão sobre o futuro da humanidade. O Museu do Amanhã vai ocupar uma área de 15 mil metros quadrados do porto do Rio de Janeiro e fazer com que o visitante vivencie experiências científicas para refletir sobre a relação do homem com o planeta.

No lançamento do projeto, o arquiteto responsável, o espanhol Santiago Calatrava, disse que a intenção é fazer um museu que seja um exemplo de uma vida mais sustentável.

A fachada branca tem as curvas inspiradas na mata atlântica. A leveza dos traços somada a um grande espelho d’água provido pela Baía de Guanabara dará a impressão de que o edifício flutua. A água da baía também será usada no sistema de refrigeração do prédio. O telhado será formado por abas móveis que, além de proverem ventilação natural, servirão de base para a instalação de placas fotovoltaicas para a captação de energia solar.

O museu terá dois níveis ligados por rampas onde estarão salas para exposições temporárias, pesquisa, ações educativas e exposição permanente, um auditório, uma loja, um café e um restaurante.

Orçada em R$ 215 milhões, a obra, fruto de uma parceria público-privada da Prefeitura do Rio de Janeiro, começou em novembro de 2011 e tem previsão de término para o primeiro semestre de 2014.

O Museu do Amanhã será um ícone da revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro e candidato a novo cartão-postal da cidade. Veja abaixo o vídeo de apresentação do projeto feito pelo escritório do arquiteto Santiago Calatrava.

 

Artigo escrito por Felipe Caruso

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Você pode receber até US$ 1 milhão para seu projeto inovador

Às vezes surge uma grande ideia, mas falta dinheiro para executá-la. Em outras, quem tem capacidade de investir tem dificuldade de encontrar bons projetos a serem desenvolvidos. Até o próximo dia 15 de junho, está aberta mais uma janela que permite resolver esta equação. E está aberta a qualquer empreendedor interessado.

A Siemens está selecionando projetos inovadores nas áreas de energia e biocombustíveis. O New Ventures Forum é um programa que investirá até US$ 1 milhão em cada projeto selecionado, além de compartilhamento de know-how e suporte profissional da Siemens. Os interessados devem mandar um sumário executivo de até duas páginas para o e-mail ttbx-brasil.br@siemens.com até 15 de junho.

Profissionais da Siemens escolherão até 30 projetos para a fase seguinte da seleção, que ocorrerá em setembro, em um evento presencial durante quatro dias. Nesse encontro, os empreendedores vão apresentar seus projetos, assistir a apresentações da Siemens, participar de processos de coaching com especialistas e, ao final do evento, reapresentar seus projetos à alta direção da Siemens e a investidores internos.

Após o término do evento, será definido se a Siemens investirá ou não em algum dos projetos apresentados. A relevância global da ideia, a equipe, o potencial de negócio, a necessidade de investimento e o tempo até o ponto de comercialização (máximo de dois anos) serão critérios levados em conta na seleção.

O Brasil será o terceiro país no mundo a receber este programa, depois de Estados Unidos e China. “Nosso objetivo é desenvolver esse potencial em bases sólidas e estamos dispostos a compartilhar conhecimento e know-how e a investir recursos”, diz Ronald Martin Dauscha, diretor de Tecnologia e Inovação da Siemens no Brasil.

Mais informações no site: http://www.siemens.com.br/templates/v2/templates/TemplateD.Aspx?channel=10695

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Carona solidária

Foto: Srihari Kulkarni

Segundo dados do DETRAN, ainda em 2011, a cidade de São Paulo já havia atingido a impressionante marca de 7 milhões de veículos. No mesmo período, a frota de veículos no Rio de Janeiro se aproximava dos 2 milhões. A conta fica cada vez mais assustadora se considerarmos que esses quase 9 milhões de veículos circulam apenas em duas das principais cidades brasileiras. Essa equação revela, na prática, um quadro pouco atrativo: engarrafamentos quilométricos, poluição do ar, agravamento do efeito estufa e estresse, muito estresse para a população dessas cidades.

Outro fato é que boa parte dos veículos particulares que circulam nas ruas leva, muitas vezes, apenas o próprio condutor. Sendo assim, é fácil perceber os benefícios de atos tão simples como dar e receber caronas. O Unicaronas é uma dessas iniciativas do bem e tem o objetivo de juntar pessoas em torno de um interesse em comum: dar e receber caronas.

Foto por Nic Satge

O site foi fundado em 2007 pelos amigos Guilherme Souza e Matheus Marosti, na época, estudantes de Engenharia de Computação na Unicamp. A intenção era ajudar no transporte dos amigos mais próximos, mas, em pouco tempo, o site cresceu e, em 2009, já contava com mais de 5 mil usuários, inclusive de outras grandes universidades. Para aqueles que utilizam ou utilizaram o sistema, as vantagens são inquestionáveis, como garante Ana Carolina de Campos, ex-aluna da Unicamp. “Os benefícios são inúmeros e valem tanto para quem dá como para quem pega carona: economia de tempo e dinheiro, menos poluição e carros nas ruas, além de novas amizades.”

E para aqueles que temem a segurança de pegar carona com estranhos a boa notícia é que o sistema de carona solidária pode funcionar perfeitamente em ambiente menores e controlados, como escolas, faculdades e até mesmo empresas. Além de desafogar o trânsito e diminuir as emissões de gases poluentes no ar, é uma ótima maneira de fazer amigos, como mostra no vídeo abaixo uma matéria do “Jornal da Cultura”, da TV Cultura. E para quem ficou interessado em pegar uma carona no tema vale uma pesquisa na internet. Existem diversos sites, como o Carona Brasil, por exemplo, também mostrado na reportagem.

 

Artigo sugerido por Ana Carolina de Campos e escrito por Chris Dias

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Sobre o Blog

O RESPOSTAS SUSTENTÁVEIS é um blog colaborativo em que presente e futuro são discutidos. O que já está sendo feito? Como está sendo feito? De que maneira o mundo pode ser melhorado? Aqui, você participa e compartilha esse movimento.

Bem vindo ao mundo do amanhã. Hoje.

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