Pioneira na adoção de um sistema eficiente de reciclagem de embalagens – e lá se vão surpreendente 13 anos -, a Alemanha mira com ousadia para 2050 em sustentabilidade: além de encerrar as usinas nucleares, vai diminuir a quantidade de complexos movidos a carvão, responsáveis por altas emissões de carbono. Com isso, o país quer, nos próximos 37 anos, chegar a 80% de energia proveniente de fontes renováveis. E reduzir a emissão dos gases do efeito estufa no mesmo percentual. Pode parecer uma meta inatingível, mas não é. Pelo menos é o que garante o ministro do Meio Ambiente alemão, Peter Altmaier, que avisa: o país á iniciou sua “viagem em direção à economia verde”.
Há uma série de motivos para considerar a declaração de Altmaier muito mais do que uma jogada de marketing. Primeiro porque as fontes de energia renováveis já começam a ser competitivas no território alemão. Inovações desenvolvidas pelo sistema Siemens Wind Power tornam a energia eólica tão econômica quanto a gerada com carvão. Mais: os atuais consumidores de energia estarão se transformando em “prossumidores” , ou seja, produtores e consumidores de eletricidade. Milhões de produtores gerando eletricidade em plantas solares, eólicas e de biomassa a partir de unidades pequenas de cogeração, no subsolo, é uma realidade futura inexorável.
E é bom lembrar que a Alemanha é a líder mundial em energia solar. Em maio do ano passado, o país gerou 22 gigawatts de energia solar por hora, que respondeu por quase 50% das necessidades de eletricidade do país no horário. Com uma política de expansão renovável amparada por subsídios governamentais, a Alemanha obtém cerca de 20% de sua eletricidade anual provenientes dessas fontes. Um esforço que vale a pena. Afinal, é como costuma afirmar Jochen Flasbarth, presidente da Agência Federal Ambiental da Alemanha: “Os custos de uma mudança completa para as energias renováveis são muito menores do que os custos para as gerações futuras que a mudança climática causará”.
No vídeo abaixo, a Euronews fala sobre os planos alemães:
A sala de aula talvez seja um dos espaços sociais menos transformados ao longo dos últimos cem anos. A descrição que Machado de Assis faz dela no início do século XX, poderia tranquilamente remeter a uma classe brasileira dos dias atuais. Transformar essa realidade é o objetivo de instituições públicas e privadas que buscam modelos práticos para dar conta dos desafios atuais da vida em sociedade.
Há pelo menos 3 décadas a Escola da Ponte, na cidade do Porto, em Portugal, tem constituído um marco das novas teorias e práticas na educação. Lá os alunos não são divididos por idade, as aulas não seguem modelo expositivo, centrado no professor e o espaço físico é organizado para promover a interação entre os alunos e a aprendizagem baseada na construção do conhecimento pela troca.
No Brasil, há exemplos isolados como os projetos NAVE, que propõe um escola de ensino médio voltada para alta tecnologia e o novo projeto do governo municipal que propôs uma escola modelo experimental a partir do projeto GENTE. A escola segue os moldes da Escola da Ponte e fundamenta seu projeto de temas e conteúdos a partir da Educopedia, uma base de dados interativa, abrangendo conteúdos disciplinares a partir de textos, vídeos, jogos, exercícios.
Uma vez que o “conteúdo” do mundo inteiro está disponível “on line”, o grande desafio da escola para futuro é dar ao aluno as ferramentas para transitar com propriedade por essa massa de informações. O professor não é mais dono do saber, com a tarefa de transferi-lo ao aluno. Surge a figura do mediador, capaz de conduzir o aluno na construção do seu próprio saber, de seu próprio processo de aprendizagem.
Veja a palestra de Salman Khan na TEDx. A história de um investidor financeiro que cria um projeto educativo inovador, a partir de vídeos tutoriais de matemática para os sobrinhos.
O financiamento coletivo, ou crowdfunding em inglês, já é uma forma de mobilização social consolidada nestes tempos de redes virtuais. As plataformas e variações desse modelo permitiram criar maneiras eficientes de ação solidária, com objetivos nobres e valorosos, daqueles que deixarão as gerações futuras orgulhosas de nós. É o caso dos financiamentos coletivos na área da saúde: ferramentas que possibilitam a arrecadação de fundos para projetos na área, ou mesmo para o custeio de despesas médicas particulares para aqueles que não tem como arcar com elas.
O princípio e os objetivos básicos dessa nova forma de financiamento coletivo têm referência em tempos remotos. Encontrar pessoas com discursos e casos comoventes pedindo ajuda financeira nas ruas ou meios de transporte das grandes e pequenas cidades ao redor do mundo não é novidade, sobretudo quando os apelos são na área da saúde. A grande diferença é que, em tempos de disseminação eletrônica de informações, a possibilidade de alcance e, consequentemente, de arrecadação está potencializada a uma proporção e a uma dinâmica jamais vistas.
Existem muitas plataformas destinadas exclusivamente a esse tipo de financiamento coletivo, como o “youcare”, “medstartr” e “watsi”, um dos precursores. As doações através desses mecanismos são certificadas por agências e organismos que garantem a chegada dos recursos às mãos certas e o seu uso apropriado. O watsi, conecta os doadores em potencial com as pessoas que necessitam de cuidados médicos, pacientes com necessidades sérias, mas com tratamento de baixo custo. Há outros exemplos inspiradores. Em 2010, a família de Aidan Quinn, um menino americano, custeou parte do tratamento dele contra leucemia, vendendo seus desenhos infantis em um site de compras.
As grandes transformações trazidas pelos recursos tecnológicos costumam ser menos efeito da descoberta de novidades impensáveis, do que da adaptação de antigas ideias às ferramentas contemporâneas.
O que lhe vem à mente quando se fala em deserto? Para a maioria das pessoas, é natural pensar em grandes vazios de terra repletos de tanta areia que não é possível enxergar além do horizonte. A imensidão amarela foi ao longo dos séculos estabelecida como a imagem principal dos desertos, territórios povoados de camelos e histórias das Mil e Uma Noites. Esta é uma parte das possibilidades. Mas é bom ficar atento a outro tipo de deserto que tem, inclusive, cor diferente. Quem se preocupa com o meio ambiente está acostumado a tratar de um fenômeno tão próximo quanto desconhecido a boa parte dos brasileiros: os chamados desertos verdes.
É bem capaz de você já ter passado ao lado de um deles numa viagem pelas estradas do Brasil e nem ter se dado conta. O termo deserto verde foi criado para definir grandes plantações que têm como produto uma única espécie. São extensões de terras ocupadas pela monocultura. Em muitos casos, florestas plantadas por empresas privadas que cultivam basicamente três tipos de árvores: eucalipto, pinus e acácia. A necessidade de reflorestamento rápido para compensar a retirada de árvores costuma ser o principal fator responsável por estes desertos, mas o termo também define outros importantes protagonistas da vida econômica do país, como as monoculturas de soja e cana. O problema é que, por mais que esta prática aparente alguma sustentabilidade, os ambientalistas consideram que esses ecossistemas não são capazes de sustentar comunidades de animais, por exemplo. Os especialistas garantem que tão importante quanto qualquer cobertura verde é a biodiversidade, ou seja, a grande variedade de vida do nosso planeta.
O assunto é tão sério que foi abordado na COP 18, a conferência internacional da ONU que discutiu as mudanças climáticas globais em Dezembro de 2012, em Doha, no Catar. Participantes de mais de 190 países aprovaram a Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD). Relatório organizado pela União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (Lufro, na sigla em inglês) pede que projetos de reflorestamento tenham também como foco iniciativas capazes de garantir a biodiversidade.
O vídeo abaixo ilustra a importância da biodiversidade e mostra como a floresta natural ajuda a todos nós:
O RESPOSTAS SUSTENTÁVEIS é um blog colaborativo em que presente e futuro são discutidos. O que já está sendo feito? Como está sendo feito? De que maneira o mundo pode ser melhorado? Aqui, você participa e compartilha esse movimento.