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Peixe-robô nada na correnteza pela despoluição das águas

Peixe Robô

Fonte: Michigan State University / Divulgação

Ele não tem muito cara de peixe. Parece mais uma mistura de avião com submarino. Mas, se o design não é seu forte, Grace, o peixe-robô criado por engenheiros da Michigan State University, nos EUA, é bastante eficiente naquilo a que se propõe. O aparelho possui sensores que medem a temperatura, a qualidade e o nível de poluição das águas. O objetivo de Grace, abreviação para “Gliding Robot ACE”, é detectar e analisar substâncias tóxicas em lagos e rios.

Desenvolvido pela equipe liderada por Xiaobo Tan, o peixe-robô é controlado de forma remota, como um avião de aeromodelismo. Com suas nadadeiras que lembram asas, Grace se move graças a uma espécie de bomba que empurra a água para dentro e para fora de seu corpo, de acordo com o comando de quem o controla. Além de esperto, o aparelho é econômico. A bateria dele fica localizada em um trilho que se move para trás e para frente em sincronia com a bomba. O consumo de energia é inteligente. Se ele precisa mexer a cauda, gasta mais. Mas, se Grace apenas deslizar, e ele é capaz de fazer isso sem perder a direção, reduz bastante o uso da bateria.

Fotos: G.L. Kohuth / Michigan State University - O professor Xiaobo Tan, à esquerda, e seus assistentes.

No ano passado, o peixe-robô passou por um grande teste. E tirou nota dez, segundo seus criadores. Grace enfrentou as águas do rio Kalamazoo, no Michigan, local onde ocorreu um derramamento de óleo em 2009. O robozinho nadou ao longo do rio e enviou informações precisas sobre a qualidade da água local, para orgulho de Xiaobo Tan e sua equipe. Cerca de dez vezes menor do que aparelhos usados para esse tipo de trabalho, o protótipo reafirma a tendência atual de usar robôs submarinos para monitorar áreas de difícil acesso. É verdade que o esquisitão Grace não chama a atenção pela beleza, mas sua eficiência na coleta de dados importantes para o meio ambiente pode torná-lo cada vez mais popular.

Artigo escrito por Gabriel Pondé

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Um destino mais verde às águas cinza

 

Fonte: Siemens / Brandville

O alerta foi feito pela ONU: os recursos hídricos do planeta estão sob a pressão do crescimento rápido das demandas por água e das mudanças climáticas. O Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos aponta que quase um bilhão de pessoas não tem acesso a fontes de água tratada potável. Diante desse cenário, é imperativo que o planeta desenvolva mecanismos de aproveitamento da água… cinza. É isso mesmo. Explica-se: água cinza é o termo usado para aquela utilizada na máquina de lavar, na pia, na banheira ou no chuveiro. Corresponde a algo entre 50% e 80% da água usada que vai para o esgoto.

O brasileiro gasta, em média, cinco vezes mais água do que o volume indicado como suficiente pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No entanto, iniciativas de reaproveitamento das águas cinza ainda engatinham por aqui. Em Niterói, Região Metropolitana do Rio, virou lei em 2011.

Todas as obras com mais de 500 m2 e que tenham volume potencial de consumo igual ou superior a 20 m3 de água por dia devem ter sistemas de reúso de água. Ajudar a salvar o planeta e, de quebra, economizar: com essa mesma premissa, a sede da Siemens, em São Paulo, tem uma estação de tratamento de efluentes, com o objetivo de diminuir o desperdício e preservar os recursos hídricos, por meio da captação de água do subsolo, retenção das águas da chuva, tratamento e reaproveitamento. No Semiárido nordestino, a captação de água da chuva em cisternas tem se mostrado eficiente numa região castigada pela estiagem. Um sistema tão eficiente quanto barato.

No vídeo, programa Cidades e Soluções, da Globonews, mostra projetos de reúso de água no Rio e em São Paulo.

Artigo escrito por Emanuel Alencar

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Recorde em desperdício de água

Por Henry Galsky

desperdicio de agua

Fonte: eVo photo

A água é o principal elemento que mantém a vida humana. Esse é um fato que leva em conta também a própria constituição de nosso organismo, composto de quase 80% de água. No entanto, a água potável é tão importante quanto rara: do total de água doce existente no planeta – cerca de 2,4% –, somente 0,02% é próprio para abastecer a população mundial. Diante de tamanha escassez, o Brasil se encontra em posição privilegiada por deter quase 12% da água potável planetária.

Aqui, entre fontes, mananciais e a casa dos cidadãos, há um grande desperdício. Estimativas dão conta de que, a cada 100 litros, somente 64 chegam ao destino final. O resto se perde em redes ineficientes e conexões ilegais. Essa realidade preocupante levou a Sabesp, empresa responsável pelo saneamento e fornecimento de água do estado de São Paulo, a firmar uma parceria com a Siemens. O projeto de monitoramento de vazamentos e conexões piratas já detectou 12 mil pontos de desperdício de água. O aumento no número de inspetores fez com que, em apenas seis meses, 70% das conexões ilegais detectadas em um ano inteiro fossem descobertas. Graças à tecnologia Siemens, é possível localizar rapidamente os principais pontos de vazamento e prever os níveis de consumo de água com base na temperatura externa.

Aliás, é muito importante que todos possam se esforçar para diminuir os absurdos índices de desperdício doméstico. A perda de água potável diariamente nas capitais brasileiras é de, em média, 2,5 milhões de litros. Adote algumas medidas, como banhos menos demorados, reutilização da água do enxágue da máquina de lavar para fazer limpeza doméstica e escovação dos dentes com a torneira fechada. São providências fáceis e que podem contribuir para evitar que uma projeção catastrófica prevista pela ONU se torne realidade: a de que, até 2050, cerca de 45% da população mundial não tenha acesso à quantidade mínima de água potável.

Artigo escrito por Henry Galsky

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Uma alternativa para limpar o mar

É até difícil de imaginar: uma região maior que as áreas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás, somadas, de lixo. Só lixo, principalmente plástico. Localizada entre a costa do Oceano Pacífico dos Estados Unidos e as ilhas do Havaí, o chamado “lixão do Pacífico” fica concentrado naquela região por causa das correntes marítimas e dos ventos.

Além de poluir o mar, a enorme concentração de micropartículas de plástico, material não degradável, acaba alimentando (e intoxicando) peixes e outros animais da fauna marinha e desequilibrando o ecossistema marítimo. São dejetos que chegam das cidades e das embarcações que navegam pelo oceano.

Drone Marine – limpeza dos oceanos

Divulgação/Yanko Design

Se é difícil até mesmo dimensionar o tamanho do lixão, é também praticamente impossível calcular como limpar os mares. Mas há pequenas iniciativas, como o “Drone Marine”, esta máquina (foto) criada por um grupo de designers da Yanko Design capaz de recolher lixo do oceano. O Drone Marine pode funcionar ininterruptamente por até duas semanas e, através de sinais sonoros, evita que peixes e outros animais marinhos sejam “capturados”.

Apesar da tecnologia, é sempre bom lembrar que evitar que lixo não degradável, como o plástico, chegue aos mares será sempre a forma mais eficaz de protegermos nossos oceanos.

O vídeo abaixo traz uma reportagem da TV Globo sobre o lixão do Pacífico:

Artigo escrito por Miguel Caballero

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Sobre o Blog

O RESPOSTAS SUSTENTÁVEIS é um blog colaborativo em que presente e futuro são discutidos. O que já está sendo feito? Como está sendo feito? De que maneira o mundo pode ser melhorado? Aqui, você participa e compartilha esse movimento.

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