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Energia eólica: a força dos ventos em alta no Brasil

China, Estados Unidos, Alemanha e Espanha lideram o ranking desta fonte de energia renovável. O Brasil deve crescer sete vezes em volume até 2014, saindo dos atuais 1.114 megawatts (MW) para 7.098 MW. A geração de energia pelos ventos – eólica – entrou definitivamente na agenda dos governos mundo afora. Limpa, renovável e barata, a força dos aerogeradores vem ganhando espaço num planeta cada vez mais preocupado com a sustentabilidade. O preço médio da geração de eletricidade pela força dos ventos no Brasil vem despencando nos leilões.

Segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), trata-se da 2ª fonte mais barata do país, perdendo apenas para a hidreletricidade. Atualmente, temos 51 parques eólicos em produção em nove estados – e outros 30 em construção. O boom fará a participação da energia gerada pelos ventos saltar de 0,7% para 2,1% do total da matriz de energia elétrica do país em quatro anos. O Brasil realizou o seu primeiro leilão de energia eólica em 2009, num movimento para diversificar a sua matriz energética. E no último leilão de 2011 Aneel – a agência reguladora de energia – os empreendimentos eólicos dominaram: 39 dos 42 projetos contratados para atender ao mercado a partir de 2016.

A produção dos aerogeradores brasileiros, concentrados no Nordeste e no Sul do país, já é suficiente para suprir de energia uma cidade como Recife, com 1,5 milhão de habitantes. Há ainda um enorme potencial a ser explorado: de acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), estados como Mato Grosso do Sul, Roraima e São Paulo têm todas as condições de fornecer este tipo de energia. O Brasil usa hoje, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apenas cerca de 0,3% de seu potencial eólico em megawatts.

Embora não possa ser encarada com uma solução definitiva – não é prudente dependermos apenas das forças motrizes dos ventos – a energia eólica é importante para diversificar as fontes renováveis brasileiras, observam especialistas. Outra vantagem é que a tecnologia não precisa ser importada: há hoje quatro empresas produzindo aerogeradores por aqui. Quer saber mais sobre o assunto? Vale uma visita ao Atlas do Potencial Eólico Brasileiro.

No vídeo, produzido pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Energia) e apresentado pelo navegador e escritor Amyr Klink, as vantagens e o histórico das fontes renováveis.

 

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