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A onda verde chega aos hospitais de todo mundo

Fonte: Aaron Blank

Fonte: Aaron Blank

Proteger a natureza é cuidar da saúde. Esta frase, usada já há muito tempo para incentivar as práticas sustentáveis, passou a fazer ainda mais sentido desde 2011, quando a organização internacional First Care Without Harm (Saúde sem Dano) criou uma rede para incentivar os hospitais de todo mundo a serem mais “saudáveis e verdes”. E é por meio de práticas simples, como a redução no consumo de água e energia; tratamento de resíduos e controle de estoque de fármacos, que os hospitais brasileiros estão aderindo à iniciativa.

A rede, chamada Global Green and Healthy Hospital, conta atualmente com o apoio de diversas organizações que representam mais de 3500 hospitais nos seis continentes. Aqui no Brasil, cerca de 40 hospitais já adotaram as práticas sustentáveis para fazer parte do grupo.  Quem se habilita a integrar a rede precisa estar disposto a reduzir a pegada ecológica da assistência à saúde. Para tal, os estabelecimentos devem se comprometer a adotar pelo menos dois de um conjunto de dez objetivos da Agenda Global para Hospitais Verdes e Saudáveis, que mudam a maneira como vemos e usamos os recursos da saúde.

Para se ter uma ideia, os hospitais brasileiros gastam mais de 10% do total do consumo energético comercial do país. Por isso, o objetivo da rede é que o crescimento de adeptos à iniciativa alcance os pelo menos 700 hospitais brasileiros nos próximos 10 anos. Entretanto, a realidade do sistema de saúde no país está ainda muito longe de alcançar essa meta, já que grande parte dos hospitais carecem de recursos básicos para manter o funcionamento adequado. Seja pela falta de recursos financeiros ou pelo mau gerenciamento dos mesmos, a verdade é que, infelizmente, os hospitais públicos do Brasil ainda tem muitas coisas para melhorar antes de se preocupar em adotar medidas sustentáveis.

Artigo escrito por Jaqueline Sordi

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