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As algas na crista da onda

Fonte: Grant Hutchinson (splorp)

Fonte: Grant Hutchinson (splorp)

Aqui no blog já falamos de várias novas ideias para fontes de energia e combustível: bagaço-de-cana, vento, plástico e até lixo. Mas a criatividade para encontrar soluções que nos garantam um futuro num planeta melhor não tem realmente limites; podem cair pra trás porque até as algas estão entre as alternativas consideradas viáveis.

Uma das razões para isso é que o óleo de suas células pode virar biodiesel – usado no aquecimento e também como combustível para automóveis e todo tipo de veículos. Há também vantagens que tornam este organismo capaz de se firmar como fonte de energia competitiva: para crescer, basta que tenham luz, água e até gás carbônico, um dos principais vilões da sustentabilidade. Ou seja, investir nas algas significa resolver três problemas de uma vez só – as questões envolvendo o risco de desmatamento, a absorção de CO2 e a própria geração de energia, claro.

Se você achava que tudo isso está num plano muito teórico, vale dizer que na cidade alemã de Hamburgo já existe um prédio inteiramente “alga friendly”, permitam-me a brincadeira. Revestido de grelhas na fachada – solução encontrada de forma a acelerar o crescimento das algas –, o sistema absorve gás carbônico graças à fotossíntese, gerando energia. Existe a possibilidade real de ainda neste ano uma empresa austríaca instalar uma fábrica de biocombustível a partir de algas em Pernambuco. O projeto está orçado em quase 20 milhões de reais e deve produzir 1,2 milhão de litros de combustível por ano.

No vídeo abaixo, um projeto de cientistas franceses e espanhóis para transformar alga em combustível.

Artigo escrito por Henry Galsky

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O ousado – e possível – plano alemão para 2050

Fonte: Siemens

Pioneira na adoção de um sistema eficiente de reciclagem de embalagens – e lá se vão surpreendente 13 anos -, a Alemanha mira com ousadia para 2050 em sustentabilidade: além de encerrar as usinas nucleares, vai diminuir a quantidade de complexos movidos a carvão, responsáveis por altas emissões de carbono. Com isso, o país quer, nos próximos 37 anos, chegar a 80% de energia proveniente de fontes renováveis. E reduzir a emissão dos gases do efeito estufa no mesmo percentual. Pode parecer uma meta inatingível, mas não é. Pelo menos é o que garante o ministro do Meio Ambiente alemão, Peter Altmaier, que avisa: o país á iniciou sua “viagem em direção à economia verde”.

Há uma série de motivos para considerar a declaração de Altmaier muito mais do que uma jogada de marketing. Primeiro porque as fontes de energia renováveis já começam a ser competitivas no território alemão. Inovações desenvolvidas pelo sistema Siemens Wind Power tornam a energia eólica tão econômica quanto a gerada com carvão. Mais: os atuais consumidores de energia estarão se transformando em “prossumidores” , ou seja, produtores e consumidores de eletricidade. Milhões de produtores gerando eletricidade em plantas solares, eólicas e de biomassa a partir de unidades pequenas de cogeração, no subsolo, é uma realidade futura inexorável.

E é bom lembrar que a Alemanha é a líder mundial em energia solar. Em maio do ano passado, o país gerou 22 gigawatts de energia solar por hora, que respondeu por quase 50% das necessidades de eletricidade do país no horário. Com uma política de expansão renovável amparada por subsídios governamentais, a Alemanha obtém cerca de 20% de sua eletricidade anual provenientes dessas fontes. Um esforço que vale a pena. Afinal, é como costuma afirmar Jochen Flasbarth, presidente da Agência Federal Ambiental da Alemanha: “Os custos de uma mudança completa para as energias renováveis são muito menores do que os custos para as gerações futuras que a mudança climática causará”.

No vídeo abaixo, a Euronews fala sobre os planos alemães:

Artigo escrito por Emanuel Alencar

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Conselho do Ártico esquenta debate sobre o futuro da região

Foto: Alan D. Wilson

Se por um lado o derretimento das geleiras do Ártico representa uma preocupação para cientistas e pesquisadores de todo o mundo, por outro lado, é motivo de agitação no que diz respeito às importantes oportunidades comerciais existentes na área. O fato é que a região possui nada mais nada menos do que 20% das reservas de gás e petróleo do mundo. E, a medida que o gelo derrete mais fácil se torna o acesso e a exploração dessas riquezas. O derretimento do gelo possibilita novas rotas comerciais para diversos países tornando as distancias ainda menores.

Enquanto uns comemoram, outros vêem com cautela a situação. Para se ter uma ideia, desde de 1979, o Ártico já perdeu 50% de sua composição. Estimativas menos otimistas como a do pesquisador Peter Wadhams, da Universidade de Cambridge, e um dos maiores especialistas em gelo do mundo, prevê que até entre 2015 e 2016 não haverá mais gelo no Ártico. O cenário tem impacto direto no ecossistema da região e, consequentemente, na vida dos habitante dessa região pela drástica diminuição da caça e da pesca causada pelo aumento da temperatura.

Enquanto ambientalistas e empresas de energia caminham em direções opostas, o Conselho do Ártico, formado pelos Estados Unidos, Rússia, Canadá, Suécia, Finlândia, Noruega, Islândia e Dinamarca buscam equilibrar deliberações para esse complexo jogo de interesses que envolve não somente as grandes potencias mundiais como também os habitantes dessa localidade. Cientes desse paradoxo de interesse mundial, países como França, Alemanha, Polônia, Reino Unido e Holanda irão participar como observadores desse encontro. O Brasil também já manifestou interesse em estar presente nos debates. A reunião irá analisar também a entrada de outros países. O encontro do Conselho do Ártico será no dia 16 de maio na cidade de Kiruna, na Suécia, e irá discutir o futuro da região e pensar em estratégias que combinem exploração de petróleo e preservação ambiental.

Enquanto isso, organizações não governamentais como o Greenpeace já se mobilizam para pressionar o poder público pela a preservação dessa região, como é possível ver no vídeo abaixo.

Artigo escrito por Christiane Dias

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Energia eólica cresce de vento em popa

Fonte: Siemens / Brandville - Parques eólicos de Copenhague.

A utilização do vento como gerador de energia não é nenhuma novidade. Os famosos moinhos holandeses são muito mais do que meros cartões-postais. Mas sempre que foi cogitada a ideia de se investir em energia eólica, especialmente no Brasil, uma das principais barreiras era o argumento de que se trata de uma tecnologia ainda cara. Com o desenvolvimento de novos equipamentos e investimentos no setor, parece que o vento começa a mudar de direção. A expectativa é que até 2014 a capacidade instalada para a produção no país cresça 250% e alcance 7GW. E não é só por aqui. Em 2012, a produção desse tipo de energia aumentou 20% no mundo.

Atualmente ocupando o posto de segunda fonte de energia mais barata no Brasil, a energia eólica cresce de vento em popa e deve aumentar sua fatia no bolo de 1% para 6% no território nacional em até 3 anos. De acordo com a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), nós temos potencial para produzir cerca de 143 mil megawatts, o equivalente a 10 usinas de Itaipu.  E já estamos entre os quatro países que mais se desenvolvem na área. Os outros são China, EUA e Índia. Como não basta apenas vento soprando em nossas terras para o setor aumentar sua produção, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pretende investir em 2013 entre 10 e 15% a mais do que em anos anteriores em projetos ligados a energia alternativa.

Outras medidas foram tomadas para o setor deslanchar. O governo de São Paulo anunciou que equipamentos eólicos estão isentos de ICMS até 2020. Já a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), depois de levar um puxão de orelhas da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), divulgou que vai investir algo em torno de R$ 160 milhões para expandir as linhas de transmissão na Paraíba. O desenvolvimento de novos equipamentos ultramodernos, como a turbina eólica SWT-6.0-120 da Siemens, capaz de uma produção em larga escala, também contribui para a evolução desta área. Exemplos bacanas de outros países podem servir de exemplo para nós. Como no Japão, que recentemente reviu suas políticas de investimento em energia nuclear após o desastre de Fukushima. Pelo visto, o planeta todo está de olhos bem abertos para a importância de energias renováveis.

Artigo escrito por Gabriel Pondé

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Sobre o Blog

O RESPOSTAS SUSTENTÁVEIS é um blog colaborativo em que presente e futuro são discutidos. O que já está sendo feito? Como está sendo feito? De que maneira o mundo pode ser melhorado? Aqui, você participa e compartilha esse movimento.

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