Aqui no blog já falamos de várias novas ideias para fontes de energia e combustível: bagaço-de-cana, vento, plástico e até lixo. Mas a criatividade para encontrar soluções que nos garantam um futuro num planeta melhor não tem realmente limites; podem cair pra trás porque até as algas estão entre as alternativas consideradas viáveis.
Uma das razões para isso é que o óleo de suas células pode virar biodiesel – usado no aquecimento e também como combustível para automóveis e todo tipo de veículos. Há também vantagens que tornam este organismo capaz de se firmar como fonte de energia competitiva: para crescer, basta que tenham luz, água e até gás carbônico, um dos principais vilões da sustentabilidade. Ou seja, investir nas algas significa resolver três problemas de uma vez só – as questões envolvendo o risco de desmatamento, a absorção de CO2 e a própria geração de energia, claro.
Se você achava que tudo isso está num plano muito teórico, vale dizer que na cidade alemã de Hamburgo já existe um prédio inteiramente “alga friendly”, permitam-me a brincadeira. Revestido de grelhas na fachada – solução encontrada de forma a acelerar o crescimento das algas –, o sistema absorve gás carbônico graças à fotossíntese, gerando energia. Existe a possibilidade real de ainda neste ano uma empresa austríaca instalar uma fábrica de biocombustível a partir de algas em Pernambuco. O projeto está orçado em quase 20 milhões de reais e deve produzir 1,2 milhão de litros de combustível por ano.
No vídeo abaixo, um projeto de cientistas franceses e espanhóis para transformar alga em combustível.
Artigo escrito por Henry Galsky







