Resultado de buscas para:Energia

Etanol brasileiro é alternativa sustentável e atravessa momento positivo

Fonte: Sweeter Alternative

Quem ainda não percebeu, vai se dar conta em breve; a gasolina subiu. O aumento do preço nas refinarias foi anunciado pela Petrobras em 6,6%. Por mais que o repasse ao consumidor fosse estimado em 4%, a verdade é que, na prática, já dá para perceber que a elevação pode chegar a até 7% na bomba. Com isso, os olhos dos brasileiros se voltam para a alternativa que é criação nacional: o etanol da cana-de-açúcar. Este é um momento positivo ao combustível por alguns fatores diferentes.

Após conversa com os produtores de álcool, o governo decidiu elevar o percentual do etanol na gasolina. Atualmente, a proporção da mistura é de 20%, mas será de 25% a partir de 1º de maio. A decisão foi tomada depois que os produtores garantiram que a próxima safra será maior que a atual, passando a gerar volume de cerca de 27 bilhões de litros – hoje é de 22 bilhões. Para se ter ideia da grandiosidade desses números, vale dizer que a produção mundial de álcool é de 40 bilhões de litros. Para completar, as barreiras para a entrada do produto brasileiro no mercado norte-americano vêm caindo a cada ano. Em fevereiro de 2010, a Agência de Proteção Ambiental (EPA, em inglês), dos EUA, deu parecer favorável ao álcool do Brasil ao classificá-lo como biocombustível avançado. Esse é um reconhecimento à sustentabilidade do etanol, uma vez que ele reduz em mais de 60% as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera.

Já no final de 2011, a notícia que pode mudar a realidade dos produtores daqui:  o Congresso dos EUA derrubou a taxação ao biocombustível brasileiro e também suspendeu os subsídios à produção de etanol americana. Com isso, o Brasil tem acesso ao mercado consumidor mais importante do mundo. O presidente americano, Barack Obama já havia se comprometido com a adoção de combustíveis alternativos e menos poluentes que o petróleo. A demanda por etanol aumentou, e as importações americanas subiram quase nove vezes até outubro de 2012. São ótimas notícias para o Brasil e para quem se preocupa com sustentabilidade: a cada tonelada de álcool combustível usado 2,3 toneladas de gás carbônico deixam de ser emitidas.

Veja um vídeo sobre a história do Etanol no pais:

Artigo escrito por Henry Galsky

compartilhe

Usina de Itaipu: recorde na geração de energia e modelo de gestão sustentável

Fonte: hmerinomx - Flickr - creative commons

Quando os governos do Brasil e do Paraguai assinaram o Tratado de Itaipu, em abril de 1973, os dois países concordaram em explorar conjuntamente os recursos hidrelétricos do rio Paraná. Onze anos depois, a usina entrou em operação e, hoje, é a segunda maior hidrelétrica do mundo em geração de energia, atrás apenas da usina de Três Gargantas, na China. A grandiosidade da construção atrai turistas de todas as partes e, na prática, é fundamental para brasileiros e paraguaios. Por aqui, é responsável por 20% da energia consumida; já o Paraguai é quase completamente dependente da obra, uma vez que 95% de toda a eletricidade daquele país é produzida em Itaipu. Os desafios para equilibrar eficiência e sustentabilidade são tão grandes quanto os números que envolveram uma obra tão complexa como a de Itaipu, que já foi considerada o maior feito da engenharia brasileira.

Um dos aspectos mais curiosos é o lago da usina. Criado artificialmente em 1982, tem área de 1.350 km2 e profundidade média de 22 metros, chegando até 170 metros nas barragens. O lago de Itaipu é importante por fornecer a água que movimenta os geradores de eletricidade. Por ter tamanha grandiosidade, esse projeto artificial acabou levantando dúvidas sobre como se relacionaria com o meio ambiente e a população que habita a área. Mas, quase 30 anos depois de entrar em operação, se transformou em modelo de gestão sustentável. Atualmente, há 20 programas realizados nos 29 municípios que compõem a bacia do Paraná – moradia de cerca de 1 milhão de pessoas. Desde 1984, foram plantados 43 milhões de árvores e, graças à energia hidrelétrica produzida em Itaipu, o Brasil deixa de emitir a cada ano 85 milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera. Os projetos que tornaram a usina um modelo de sustentabilidade estão ativos em áreas tão diversas quanto geração de energia a partir do esterco de animais, pesca sustentável, produção de alimentos sem agrotóxicos e manutenção de um corredor ecológico de 27 quilômetros de extensão. 

Itaipu é um exemplo prático de que eficiência e sustentabilidade não necessariamente se opõem. Com tantas medidas de proteção ao meio ambiente, a usina bateu recorde de produção em 2012, fechando o ano com geração total de 98.287.128 megawatts-hora (MWh), a maior da história. Esse número supera o de 2008, quando gerou pouco menos de 95 milhões de MWh. Como tudo que se refere à usina, os números são grandiosos: o recorde de energia registrado seria suficiente para atender à demanda do mundo inteiro por dois dias; do Brasil, por 81 dias; da Argentina, por dez meses; do Estado do Paraná, por três anos e sete meses; e da cidade do Rio de Janeiro, por seis anos e quatro meses. São façanhas que caem bem a uma das maiores hidrelétricas do planeta.

No vídeo abaixo, um passeio a Itaipu:

Artigo escrito por Henry Galsky

compartilhe

Nada se perde, tudo se transforma.

Fonte: Maker Faire Africa / Divulgação

Existem muitas formas de energia alternativa. Algumas são bem conhecidas, como a solar e a eólica. Mas há outras nada convencionais. No melhor estilo “nada se perde, tudo se transforma”, um grupo de adolescentes nigerianas criou um gerador de energia movido a urina. Duro-Aina Adebola, Akindele Abiola, Faleke Oluwatoyin e Bello Enjola têm entre 14 e 15 anos e apresentaram sua invenção durante a Maker Faire Africa, realizada em Lagos, na Nigéria, em novembro do ano passado. Devido à pouca idade de suas criadoras, a ótima iniciativa foi o centro das atenções do evento.

O gerador produz energia ao filtrar a urina, que passa por uma célula eletrolítica, dividindo o líquido em moléculas de nitrogênio, hidrogênio e água. O hidrogênio passa por um filtro de água para ser purificado e, em seguida, vai para um cilindro de gás. O gás de hidrogênio devidamente purificado alimenta um gerador que, a cada litro de urina, produz seis horas de eletricidade.

A viabilidade do uso do sistema em larga escala é questionada por especialistas, que ressaltaram o alto potencial explosivo do hidrogênio. Mas se um gerador movido a urina não abasteceria cidades inteiras, poderia ser uma interessante fonte de energia em lugares isolados. O baixo custo da operação, que precisa basicamente de um botijão de gás, um filtro de água e o dispositivo gerador, também recebeu elogios durante a Maker Faire Africa, sobretudo por se tratar de um trabalho escolar. Se a criação das jovens nigerianas ainda parece um pouco distante de ser colocada em prática, a ideia de reaproveitarmos o que eliminamos no banheiro é, no mínimo, fértil.

Artigo escrito por Gabriel Pondé.

compartilhe

Para mudar de rumo, China alia crescimento e inovações sustentáveis

Fonte: Google Stock Image

Quem não ouviu falar do milagre econômico chinês? Em 2011, o país ultrapassou o Japão no ranking das maiores economias do mundo. Segundo estudo da Comissão Nacional de População e Planejamento Familiar, da China, mais de 100 milhões de chineses deverão se mudar do interior para os centros urbanos até o ano de 2020. A migração interna será responsável por números impressionantes: em breve, o país terá 221 cidades habitadas por mais de 1 milhão de pessoas.

Para lidar com essa realidade que bate à porta, é preciso criar mecanismos que tenham na tecnologia uma aliada para frear os altos índices de poluição que existem no país. Em parceria com a Siemens, a Universidade de Tongji trabalha para desenvolver modelos de ecocidades  capazes de abrigar toda essa gente ao mesmo tempo em que consiga dar qualidade de vida protegendo os recursos naturais. O empenho é para resolver temas como fornecimento de energia, transportes públicos e abastecimento de água, assuntos em que a Siemens tem vasta experiência em Xangai, uma das maiores cidades do mundo, cuja população metropolitana chega a 23 milhões de pessoas.

O consumo de energia por lá é de 20 GW, subindo 1 GW a cada ano. Nessa megalópole, a Siemens construiu a usina de Waigaoqiao, que funciona a carvão e, graças à tecnologia empregada, consome por ano 1,8 milhão de toneladas métricas de gás carbônico a menos do que as demais usinas. No ano passado, houve crescimento de 40% na produção de energia eólica; o país também possui atualmente a maior quantidade de instalações hidrelétricas do planeta. Tudo isso para reverter a posição histórica e desfavorável, de forma a chegar a um futuro mais limpo e sustentável para atender a demandas contínuas.

Artigo escrito por Henry Galsky

compartilhe

Sobre o Blog

O RESPOSTAS SUSTENTÁVEIS é um blog colaborativo em que presente e futuro são discutidos. O que já está sendo feito? Como está sendo feito? De que maneira o mundo pode ser melhorado? Aqui, você participa e compartilha esse movimento.

Bem vindo ao mundo do amanhã. Hoje.

Categorias

Siemens nas redes sociais