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Lixo eletrônico: um problema, várias soluções

Foto: Curtis Palmer

As tecnologias chegaram para facilitar nossa vida. Entretanto, junto com os benefícios, surgiram os problemas. E num mundo onde tudo se torna obsoleto rapidamente, o lixo eletrônico (e-waste, em inglês) se tornou um vilão do meio ambiente. Ele nada mais é do que aqueles artigos eletrônicos que não podem mais ser reaproveitados, como computadores, celulares, microondas, MP3 player, e demais equipamentos que, ao perder o uso, podem se tornar potenciais inimigos da natureza.

Isso porque esses materiais, que em sua maioria são compostos de vidros, metais e plásticos, se avolumam no planeta e demoram séculos para se decompor. Além disso, contém substâncias como mercúrio, manganês, chumbo, cádmio e zinco, que são extremamente poluentes quando em contato com a natureza. Para se ter uma ideia, os resíduos eletrônicos já representam 5% de todo o lixo produzido pela humanidade. Isso quer dizer que 50 milhões de toneladas são jogadas fora todos os anos pela população do mundo.

Apesar de ser uma preocupação desde os anos 80, quando ocorreu o grande boom dos produtos eletrônicos, somente a partir dos anos 2000 medidas sérias passaram a ser tomadas, e a partir daí algumas soluções começaram a desapontar. Entre elas, empresas especializadas em montagem de computadores estão reaproveitando peças antigas para montar novos equipamentos e revender.

Diversas ONGs têm transformado o problema do lixo eletrônico em uma solução para os problemas sociais.  Respaldadas pela lei federal aprovada em 2010, que obriga a dar-se destinação adequada para os resíduos eletroeletrônicos, medidas criativas e educativas vêm sendo tomadas. Entretanto, para que os resultados sejam efetivos, é preciso da ajuda da população, que deve se informar sobre onde descartar os aparelhos antigos. Com consumo consciente, produção eficiente e o recolhimento desse lixo, poderemos efetivamente proteger o ambiente. E você, sabe o que fazer ao descartar um antigo celular?

Artigo escrito por Jaqueline Sordi

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A solução que vem do lixo: usinas transformam metano em energia elétrica

Foto: Denise Pinesso- Flickr - vista aérea do aterro Bandeirantes

Transformar lixo em energia limpa? O que parecia inviável há alguns anos hoje é uma realidade em muitos aterros sanitários. E São Paulo, conhecida por ser uma das cidades mais poluidoras do mundo, é uma referência no assunto. Atualmente, os dois maiores aterros da capital paulista, Bandeirantes e São João, contam com usinas que transformam em energia elétrica o gás metano produzido pela biomassa. Isso garante uma redução de mais de 20% nas emissões de gases do efeito estufa na cidade, além da produção de energia para alimentar até 800 mil pessoas.

A ideia veio de longe, quando, no final da década de 90, uma empresa holandesa resolveu investir em resíduos no Brasil. Mas o resultado é uma conquista nossa. Entre 2004 e 2008, a Prefeitura de São Paulo cedeu os aterros para que as empresas responsáveis por eles criassem, em parceria com a holandesa, a Biogás Usinas Termelétricas. Essas usinas contam com tubulações perfuradas que têm a capacidade de captar o metano liberado e queimá-lo, gerando energia elétrica. O metano é produzido pelas bactérias anaeróbicas, que consomem o lixo nas camadas subterrâneas, onde não há oxigênio. Altamente poluidor, esse gás contribui 21 vezes mais para o efeito estufa do que o CO2. Até então, ele era o segundo principal responsável pela emissão de gases poluentes na cidade.

E os benefícios não param por aí. A criação das usinas fez com que os aterros pudessem vender créditos de carbono. O Protocolo de Kyoto estabelece uma cota máxima de gases poluentes que os países podem emitir. Quando esse valor é ultrapassado, devem ser comprados créditos das nações que estão com as emissões mais baixas. Os créditos do aterro Bandeirantes, por exemplo, já foram leiloados por R$ 140 milhões. Esse valor foi dividido meio a meio entre as empresas responsáveis e a prefeitura, que destina o dinheiro a um fundo da Secretaria do Meio Ambiente para financiar projetos ambientais.

Se a sua cidade possui mais de 500 mil habitantes e conta com o sistema de descarte de lixo em aterros sanitários, pense no assunto! Usinas de metano são uma opção viável, lucrativa e benéfica ao meio ambiente.

Artigo escrito por Jaqueline Sordi

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Não cabe na minha lixeira. E agora?

Fonte: Prefeitura de São Paulo/Divulgação – ecoponto Alberto Badra

O que perde serventia dentro de uma casa normalmente passa a ter uma única trajetória: a lixeira doméstica, seguindo depois para a lixeira do prédio ou condomínio, até a retirada final pelos caminhões da limpeza pública municipal. Mas tudo muda de figura se o objeto indesejado é, por exemplo, um antigo guarda-roupa ou então o entulho de uma obra.

Diante de uma situação como essa, muitas pessoas optam por uma solução mais radical: abandonam o resíduo em terrenos vazios ou em locais públicos, como parques, praças, calçadas e até mesmo em rios. O que às vezes soluciona um problema individual passa a ser, no entanto, um grande transtorno e um iminente perigo para toda a comunidade, degradando a paisagem urbana e o meio ambiente e provocando sérios riscos de acidentes. Pensando nisso, a Prefeitura de São Paulo, por meio de sua Secretaria Municipal de Serviços (SES), criou os ecopontos, postos de entrega voluntária de resíduos.

O primeiro ecoponto surgiu em 2003, nos pilares do viaduto Bresser, e, a partir de então, a iniciativa que inicialmente parecia pontual vem cobrindo cada vez mais áreas da cidade. Hoje, há mais de 70 deles em locais estrategicamente espalhados por todo o município. O serviço é gratuito e cada cidadão pode entregar até um metro cúbico, o que representa cerca de 25% da capacidade de uma caçamba.

Nos primeiros seis meses de 2010, a administração da cidade de São Paulo informou ter coletado cerca de 57.400 metros cúbicos de resíduos que, de outra forma, teriam sido simplesmente abandonados em espaços públicos. Os ecopontos recebem pequenos entulhos, restos de construções, demolições, poda de árvores, móveis e resíduos recicláveis e por lá há caçambas específicas para cada tipo de resíduo. Com a iniciativa pública fazendo a sua parte, é inaceitável que um cidadão continue a praticar crimes dessa natureza. Afinal, lixo mesmo é pensar que a vocação de uma cidade é tornar-se uma grande caçamba a céu aberto.

Veja aqui os endereços dos ecopontos e os postos de reciclagem da cidade de São Paulo:

http://g1.globo.com/sao-paulo/sao-paulo-mais-limpa/noticia/2012/04/veja-onde-estao-os-ecopontos-e-cooperativas-de-reciclagem-em-sp.html

Artigo escrito por Mauro Vianna

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Agentes da limpeza

Foto: Marcos de Paula - Renato Sorriso ficou famoso desde que começou a fazer da limpeza na Sapucaí uma apresentação de samba.

O trabalho deles passa quase despercebido no dia a dia das grandes cidades, costuma ser pouco reconhecido e até desvalorizado pela população. Mas são esses profissionais os “mágicos” responsáveis por fazer desaparecer os resíduos depositados diariamente nas nossas calçadas. E até mais do que isso. Se você tem água limpa para as suas necessidades diárias, isso também é mérito deles, os responsáveis por toda a limpeza urbana e que, diariamente, nos livram do lixo e do mau cheiro que nós mesmos produzimos e mal nos damos conta.

E, por falar em mau cheiro, essa é apenas uma pequena parcela dos inúmeros desafios que envolvem esse trabalho. Muitas funções são arriscadas e até mesmo assustadoras, como é o caso de quem trabalha na limpeza de rios poluídos e nas centrais de tratamento de esgoto. Esses profissionais contam com uma roupa especial que impede por completo o contato do mergulhador com o ambiente contaminado. A tarefa não é fácil. Além do perigo de contaminação e da pouca visibilidade, eles têm ainda a função de retirar os objetos mais improváveis de dentro de rios poluídos, como o Tiete, em São Paulo: são geladeiras, móveis e até cadáveres. E sem falar que mergulhar numa fossa de esgoto usando nada mais do que o tato para consertar aparelhos ou investigar quando alguma coisa dá errado na central de tratamento também não é serviço para qualquer um.

Menos perigoso, mas não menos importante, é o trabalho dos agentes de limpeza urbana que varrem a cidade e recolhem o lixo das casas e edifícios, dos guardas florestais encarregados das florestas e parques urbanos e de tantos outros profissionais envolvidos nessa função. Afinal, o lixo tratado com descaso acaba voltando de alguma maneira, seja pelo entupimento de canais pluviais e bueiros ou rios assoreados que acabam transbordando e aumentando o risco de doenças como a leptospirose. O trabalho de manutenção da limpeza urbana é de todo mundo. Assuma o seu papel: embale o seu lixo corretamente, recicle e dê uma olhada nos vídeos abaixo para se inspirar. O primeiro deles é uma campanha de mobilização do governo de Fortaleza e o segundo é uma matéria em que os próprios agentes de limpeza dão um recado para a população.

Vídeos:

Artigo escrito por Christiane Dias

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O RESPOSTAS SUSTENTÁVEIS é um blog colaborativo em que presente e futuro são discutidos. O que já está sendo feito? Como está sendo feito? De que maneira o mundo pode ser melhorado? Aqui, você participa e compartilha esse movimento.

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