O financiamento coletivo, ou crowdfunding em inglês, já é uma forma de mobilização social consolidada nestes tempos de redes virtuais. As plataformas e variações desse modelo permitiram criar maneiras eficientes de ação solidária, com objetivos nobres e valorosos, daqueles que deixarão as gerações futuras orgulhosas de nós. É o caso dos financiamentos coletivos na área da saúde: ferramentas que possibilitam a arrecadação de fundos para projetos na área, ou mesmo para o custeio de despesas médicas particulares para aqueles que não tem como arcar com elas.
O princípio e os objetivos básicos dessa nova forma de financiamento coletivo têm referência em tempos remotos. Encontrar pessoas com discursos e casos comoventes pedindo ajuda financeira nas ruas ou meios de transporte das grandes e pequenas cidades ao redor do mundo não é novidade, sobretudo quando os apelos são na área da saúde. A grande diferença é que, em tempos de disseminação eletrônica de informações, a possibilidade de alcance e, consequentemente, de arrecadação está potencializada a uma proporção e a uma dinâmica jamais vistas.
Existem muitas plataformas destinadas exclusivamente a esse tipo de financiamento coletivo, como o “youcare”, “medstartr” e “watsi”, um dos precursores. As doações através desses mecanismos são certificadas por agências e organismos que garantem a chegada dos recursos às mãos certas e o seu uso apropriado. O watsi, conecta os doadores em potencial com as pessoas que necessitam de cuidados médicos, pacientes com necessidades sérias, mas com tratamento de baixo custo. Há outros exemplos inspiradores. Em 2010, a família de Aidan Quinn, um menino americano, custeou parte do tratamento dele contra leucemia, vendendo seus desenhos infantis em um site de compras.
As grandes transformações trazidas pelos recursos tecnológicos costumam ser menos efeito da descoberta de novidades impensáveis, do que da adaptação de antigas ideias às ferramentas contemporâneas.
Artigo escrito por Julio Stephano







