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Financiamento para saúde: velhas ideias novas ferramentas

Fonte: Siemens

O financiamento coletivo, ou crowdfunding em inglês, já é uma forma de mobilização social consolidada nestes tempos de redes virtuais. As plataformas e variações desse modelo permitiram criar maneiras eficientes de ação solidária, com objetivos nobres e valorosos, daqueles que deixarão as gerações futuras orgulhosas de nós. É o caso dos financiamentos coletivos na área da saúde: ferramentas que possibilitam a arrecadação de fundos para projetos na área, ou mesmo para o custeio de despesas médicas particulares para aqueles que não tem como arcar com elas.

O princípio e os objetivos básicos dessa nova forma de financiamento coletivo têm referência em tempos remotos. Encontrar pessoas com discursos e casos comoventes pedindo ajuda financeira nas ruas ou meios de transporte das grandes e pequenas cidades ao redor do mundo não é novidade, sobretudo quando os apelos são na área da saúde. A grande diferença é que, em tempos de disseminação eletrônica de informações, a possibilidade de alcance e, consequentemente, de arrecadação está potencializada a uma proporção e a uma dinâmica jamais vistas.

Existem muitas plataformas destinadas exclusivamente a esse tipo de financiamento coletivo, como o “youcare”, “medstartr” e “watsi”, um dos precursores. As doações através desses mecanismos são certificadas por agências e organismos que garantem a chegada dos recursos às mãos certas e o seu uso apropriado. O watsi, conecta os doadores em potencial com as pessoas que necessitam de cuidados médicos, pacientes com necessidades sérias, mas com tratamento de baixo custo. Há outros exemplos inspiradores. Em 2010, a família de Aidan Quinn, um menino americano, custeou parte do tratamento dele contra leucemia, vendendo seus desenhos infantis em um site de compras.

As grandes transformações trazidas pelos recursos tecnológicos costumam ser menos efeito da descoberta de novidades impensáveis, do que da adaptação de antigas ideias às ferramentas contemporâneas.

Artigo escrito por Julio Stephano

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Já ouviu falar em Desertos Verdes? Conheça mais um vilão do meio ambiente

Fonte: pierre*peetah - Flickr

O que lhe vem à mente quando se fala em deserto? Para a maioria das pessoas, é natural pensar em grandes vazios de terra repletos de tanta areia que não é possível enxergar além do horizonte. A imensidão amarela foi ao longo dos séculos estabelecida como a imagem principal dos desertos, territórios povoados de camelos e histórias das Mil e Uma Noites. Esta é uma parte das possibilidades. Mas é bom ficar atento a outro tipo de deserto que tem, inclusive, cor diferente. Quem se preocupa com o meio ambiente está acostumado a tratar de um fenômeno tão próximo quanto desconhecido a boa parte dos brasileiros: os chamados desertos verdes.

É bem capaz de você já ter passado ao lado de um deles numa viagem pelas estradas do Brasil e nem ter se dado conta. O termo deserto verde foi criado para definir grandes plantações que têm como produto uma única espécie. São extensões de terras ocupadas pela monocultura. Em muitos casos, florestas plantadas por empresas privadas que cultivam basicamente três tipos de árvores: eucalipto, pinus e acácia. A necessidade de reflorestamento rápido para compensar a retirada de árvores costuma ser o principal fator responsável por estes desertos, mas o termo também define outros importantes protagonistas da vida econômica do país, como as monoculturas de soja e cana. O problema é que, por mais que esta prática aparente alguma sustentabilidade, os ambientalistas consideram que esses ecossistemas não são capazes de sustentar comunidades de animais, por exemplo. Os especialistas garantem que tão importante quanto qualquer cobertura verde é a biodiversidade, ou seja, a grande variedade de vida do nosso planeta.

O assunto é tão sério que foi abordado na COP 18, a conferência internacional da ONU que discutiu as mudanças climáticas globais em Dezembro de 2012, em Doha, no Catar. Participantes de mais de 190 países aprovaram a Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD). Relatório organizado pela União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (Lufro, na sigla em inglês) pede que projetos de reflorestamento tenham também como foco iniciativas capazes de garantir a biodiversidade.

O vídeo abaixo ilustra a importância da biodiversidade e mostra como a floresta natural ajuda a todos nós:


Artigo escrito por Henry Galsky

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iDoso

smart-senior

Fonte: Siemens

Se o avanço tecnológico e o aumento da expectativa de vida – e, consequentemente, da população mundial – são dois elementos que definem o mundo contemporâneo, o encontro desses dois fatores parecia improvável, e o resultado de tais avanços chegava ao mercado cada vez mais direcionado somente para os mais jovens. Porém, justamente as áreas tecnológicas que mais habitaram o imaginário juvenil – a produção de computadores e robôs – agora se voltam cada vez mais para melhorar a vida dos que aparentemente não se relacionam fluentemente com os gadgets modernos: os idosos.

 Na Alemanha, um programa de assistência tecnológica aos idosos desenvolvido por um hospital local, chamado SmartSenior, foi testado com sucesso no ano passado. Tablets, controles e relógios especiais foram utilizados para auxiliar idosos não só com a medição de exames regulares importantes para a manutenção de suas saúdes, como também para lembrar o horário de remédios, compromissos ou mesmo informar que saíram de casa sem desligar as luzes ou trancar as portas. O resultado dos exames é enviado diretamente para uma central e, com o auxílio de câmera e da internet, o idoso pode consultar um medico sentado no sofá de sua casa.

A mesma tendência vem sendo seguida pelos produtores de robôs, principalmente no Japão, que tem conseguido avanços consideráveis na fabricação de androides para o auxílio da população mais velha. Em um país que também sofre com o envelhecimento de sua população, empresas oferecem robôs de fácil manuseio e com objetivos funcionais claros.

A expectativa é que o mercado se tornará tão lucrativo e importante quanto o de eletrodomésticos e automóveis – o que irá baratear sua produção e seus produtos, como aconteceu com os computadores e telefones celulares. Pois quem lucra com ele não são só os fabricantes. É o que mostra Sigrid Gorn, uma das participantes do programa SmartSenior, que não só melhorou sua saúde, como garante que ganhou tempo livre em sua vida – pois, do alto de seus 83 anos, ela ainda tem muito o que fazer.

Artigo escrito por Vitor Paiva

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Conselho do Ártico esquenta debate sobre o futuro da região

Foto: Alan D. Wilson

Se por um lado o derretimento das geleiras do Ártico representa uma preocupação para cientistas e pesquisadores de todo o mundo, por outro lado, é motivo de agitação no que diz respeito às importantes oportunidades comerciais existentes na área. O fato é que a região possui nada mais nada menos do que 20% das reservas de gás e petróleo do mundo. E, a medida que o gelo derrete mais fácil se torna o acesso e a exploração dessas riquezas. O derretimento do gelo possibilita novas rotas comerciais para diversos países tornando as distancias ainda menores.

Enquanto uns comemoram, outros vêem com cautela a situação. Para se ter uma ideia, desde de 1979, o Ártico já perdeu 50% de sua composição. Estimativas menos otimistas como a do pesquisador Peter Wadhams, da Universidade de Cambridge, e um dos maiores especialistas em gelo do mundo, prevê que até entre 2015 e 2016 não haverá mais gelo no Ártico. O cenário tem impacto direto no ecossistema da região e, consequentemente, na vida dos habitante dessa região pela drástica diminuição da caça e da pesca causada pelo aumento da temperatura.

Enquanto ambientalistas e empresas de energia caminham em direções opostas, o Conselho do Ártico, formado pelos Estados Unidos, Rússia, Canadá, Suécia, Finlândia, Noruega, Islândia e Dinamarca buscam equilibrar deliberações para esse complexo jogo de interesses que envolve não somente as grandes potencias mundiais como também os habitantes dessa localidade. Cientes desse paradoxo de interesse mundial, países como França, Alemanha, Polônia, Reino Unido e Holanda irão participar como observadores desse encontro. O Brasil também já manifestou interesse em estar presente nos debates. A reunião irá analisar também a entrada de outros países. O encontro do Conselho do Ártico será no dia 16 de maio na cidade de Kiruna, na Suécia, e irá discutir o futuro da região e pensar em estratégias que combinem exploração de petróleo e preservação ambiental.

Enquanto isso, organizações não governamentais como o Greenpeace já se mobilizam para pressionar o poder público pela a preservação dessa região, como é possível ver no vídeo abaixo.

Artigo escrito por Christiane Dias

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Sobre o Blog

O RESPOSTAS SUSTENTÁVEIS é um blog colaborativo em que presente e futuro são discutidos. O que já está sendo feito? Como está sendo feito? De que maneira o mundo pode ser melhorado? Aqui, você participa e compartilha esse movimento.

Bem vindo ao mundo do amanhã. Hoje.

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