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Luz cerca de todos

Foto: divulgação Siemens

Quantos de nós realmente já paramos para pensar em como seria a vida sem eletricidade, a não ser naqueles momentos normalmente breves e monótonos em que falta luz na rua ou no bairro? Embora a eletricidade seja uma realidade para mais de 80% da população mundial, ainda existe uma considerável parcela que atualmente ainda vive sem qualquer acesso à energia elétrica.

Assim, era a realidade dos habitantes do pequeno vilarejo de Adjuntitas Dos, uma pequena comunidade rural no estado de Querétaro a 200 quilômetros ao norte da Cidade do México, onde nasceu o projeto “Luz Cerca de Todos” Nesse pedaço de mundo esquecido no tempo, o sol era o grande maestro da rotina da população. Contudo, há cerca de um ano, essa dura existência ganhou um bálsamo graças a uma iniciativa da Siemens, que deu novos rumos à vida, não apenas para seus habitantes, mas também para toda a população ao redor dessa região.

O projeto Luz Cerca de Todos ou Luz Próxima a Todos transformou a energia solar em energia  elétrica e a levou para dentro das casas das pessoas. Além de diversas placas de captação de energia solar instaladas no vilarejo e nas comunidades vizinhas. Os moradores ganharam também baterias capazes de armazenar a luz solar. Escolas, igrejas e armazéns comunitários ganharam um sistema ainda mais eficiente capaz de prover a energia necessária para o funcionamento de computadores e refrigeradores. Ao todo, foram cerca de 30 mil beneficiados no México.

 Além de promover uma melhor qualidade de vida para os moradores, o projeto Luz Cerca de Todos aumentou a renda da comunidade que chegava a gastar até 40% do salário com velas, gerou ainda mais trabalho para a comunidade e influenciou de maneira decisiva  o desenvolvimento da localidade. Apesar de tudo isso, o legado mais importante que fica para essa população é o aprendizado sobre o valor e o uso consciente da energia.

Recentemente fizemos uma série especial sobre energia solar no Brasil, com alternativas para o uso de energia solar no cotidiano. O vídeo abaixo traz relatos emocionantes  dos habitantes de Querétaro. Vale a pena assistir até o final.

Artigo escrito por Christiane Dias

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Microgeração: uma alternativa viável de produção energética

Câmara de Vereadores de São José, em Santa Catarina. Foto: Caio Marcelo / Hora de Santa Catarina

Quando pensa em soluções para a crescente demanda por energia em todo o mundo, a maior parte das pessoas automaticamente imagina grandes estruturas e empreendimentos colossais, como hidrelétricas ou mesmo os parques eólicos sobre os quais já tratamos aqui. Mas, seguindo uma tendência existente em muitas áreas – principalmente de comunicação e entretenimento –, a energia também pode ser produzida a partir de pequenos aparelhos.

Pouca gente sabe, mas gerar eletricidade não requer necessariamente uma hidrelétrica inteira. Dá para fazer isso de casa, da escola ou mesmo numa fazenda. Os microgeradores eólicos – que usam pequenas turbinas de vento – já são realidade. Atualmente, o negócio movimenta US$ 255 milhões anuais, e as estimativas dão conta de que esse número deve passar de US$ 630 milhões em apenas três anos, de acordo com dados da consultoria global Pike Research.

Uma das principais vantagens dos microgeradores é a autonomia que eles proporcionam. Com as pequenas turbinas podendo ser instaladas em praticamente qualquer lugar, mesmo as comunidades isoladas poderão ser atendidas e, finalmente, contar com eletricidade. É claro que a quantidade produzida varia segundo a complexidade dos aparelhos. Os diversos fabricantes internacionais oferecem modelos capazes de gerar entre 10 e 180 mil KWh por ano, por exemplo. No Brasil, ainda não há muitas opções: somente quatro empresas fabricam aerogeradores menores, com potência entre 250 W e 200 kW.

Mas esse cenário um tanto tímido deve mudar. O Brasil está inserido na economia global e já ocupa posição de destaque. Com demandas energéticas crescentes, o país não pode ignorar a possibilidade de contar com novas matrizes. Tanto que, no mês de abril, aprovou uma resolução específica dedicada à microgeração de energia elétrica destinada à instalação de painéis solares e microgeradores eólicos. O texto regulamenta esse tipo de produção energética e estabelece que consumidores poderão receber descontos de acordo com a geração de eletricidade de seus equipamentos. Caso haja produção “excedente” por parte dos cidadãos, haverá um crédito a ser abatido nas contas de eletricidade dos meses seguintes.

Com abundância de regiões de ventos fortes e sol o ano inteiro, o Brasil pode ser uma potência não apenas na produção energética “institucional”, mas também nesse setor que depende dos investimentos individuais. A microgeração ainda é pouco explorada por aqui, mas num futuro breve esse pode ser um caminho alternativo e viável para aumentar a produção e também levar eletricidade a todos os brasileiros.

No link, uma reportagem da Globo News sobre a instalação do primeiro sistema de microgeração de energia eólica em um prédio público brasileiro, na Câmara de Vereadores da cidade de São José, vizinha a Florianópolis.

Artigo sugerido por Tomas Klausing e escrito por Henry Galsky

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A revolução da energia inteligente

O impacto revolucionário é comparado ao que a internet fez com as comunicações no mundo. Embora ambiciosa, não é uma analogia descabida: descentralizar, reorganizar e transformar a relação entre produção e consumo de energia são consequências das chamadas redes inteligentes de energia (“smart grids”, em inglês) – e foi mais ou menos o que a rede mundial de computadores fez com a troca de informações entre as pessoas.

As redes inteligentes são um conceito que pretende otimizar a produção e o consumo de energia, tornando-os mais econômicos e sustentáveis nas duas faces do processo: desde a distribuição maciça de energia para grandes regiões ao consumo (e produção) individual de eletricidade, nas casas de cada um de nós.

Do ponto de vista macro, a implantação de processos de rede inteligente pode melhorar sensivelmente a distribuição de energia elétrica, minimizando o desperdício, reduzindo o número de falhas no fornecimento e acelerando o tempo de correção dos problemas. O investimento em tecnologia inteligente também é fundamental na produção de energia por fontes limpas, como a eólica e solar. O conceito de rede inteligente objetiva, por exemplo, diminuir ao máximo a inconstância na produção de energia por essas fontes quando os ventos estiverem mais fracos ou o sol sumir por dias.

Mas é no cotidiano individual que as mudanças devem ser mais palpáveis a curto prazo. Uma das principais ferramentas para o funcionamento de processos de rede inteligente é o medidor individual de energia, aparelho que monitora a quantidade de energia que consumimos (nos eletrodomésticos e na bateria do carro, por exemplo) e que permitirá a racionalização do gasto de eletricidade. Já há modelos sendo produzidos no Brasil. Com a rede inteligente, comodidades como ligar o ar-condicionado remotamente, minutos antes de chegar em casa, será tão possível quanto o reaproveitamento de energia excedente, jogando-a novamente na rede.

Assim, criam-se novos pontos geradores de energia ao longo de toda a rede, descentralizando o processo convencional que temos hoje, em que a energia é produzida maciçamente em locais como uma hidrelétrica e distribuída a cada consumidor. Os sistemas de smart grid têm, portanto, o potencial de transformar aqueles que são atualmente apenas receptores e consumidores de energia também em produtores e distribuidores, como a internet fez com todo tipo de conteúdo que circula na rede de computadores.

É consenso entre especialistas que essa revolução na forma como produzimos e consumimos energia é uma transformação necessária e inevitável nos próximos anos. No Brasil, onde o crescimento da economia é acompanhado pela expansão do consumo e da necessidade de melhorar a qualidade e aumentar a disponibilidade de energia nos grandes centros urbanos e industriais, já há processos importantes em andamento. O governo tem realizado ações que visam à regulamentação e implantação de sistemas smart grid, com destaque para a implantação do REGER (Rede de Gerenciamento de Energia), um projeto de grande porte e com soluções tecnológicas inéditas, desenvolvido para o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), em consórcio com a Siemens. Trata-se de um sistema de supervisão e controle virtual formado por um conjunto fortemente integrado, mas geograficamente distribuído, com compartilhamento de dados em tempo real por todos os centros de operação do ONS, localizados em Brasília, Rio, Florianópolis e Recife.

Quer saber mais sobre o assunto? O vídeo abaixo detalha alguns processos de rede inteligente:

Artigo escrito por Miguel Caballero

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Calorias verdes

O interior , equipamentos e os funcionários da Greenasium, em San Diego.

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