‘Mastigadoras’ de lixo movidas a energia solar mandam e-mail quando estão cheias.
Uma lixeira movida a energia solar é a nova aposta dos americanos para diminuir a emissão de gases do efeito estufa – o país só perde para a China no ranking mundial de emissão. Com 700 unidades instaladas na Filadélfia, as lixeiras “verdes” da BigBelly Solar (algo como “grande estômago solar”, em inglês), que tem capacidade normal para armazenar 567 litros, usam a energia gerada para compactar os resíduos e, assim, economizar espaço, chegando a receber cerca de 2.500 litros. Dessa forma, as Big Belly só precisam ser esvaziadas cinco vezes por semana, enquanto as caixas tradicionais precisam de atenção cerca de 19 vezes por semana.
A tecnologia monitora o nível de resíduos dentro da lixeira e somente aciona o compactador quando um nível de segurança é superado, economizando energia. A lixeira também pode mandar um e-mail para a central sempre que ficar cheia, avisando que precisa ser esvaziada. Apesar de ser mais cara que uma lixeira tradicional – cada compactador ecológico não sai por menos de US$ 4 mil, o equipamento movido por energia solar vai representar uma economia de quase US$ 900 mil por ano aos cofres públicos daquela cidade. Além da Filadélfia, o equipamento está sendo instalado em outras cidades americanas e outros 30 países (entre eles Reino Unido e Israel).
Além da redução dos gases-estufa, a invenção também oferece ganhos de eficiência das economias de trabalho, custos de combustível e economia de manutenção. A lixeira só precisa agora contar com a educação das pessoas – afinal, o lixo não vai parar lá dentro sozinho.
Vídeo: Reportagem sobre as lixeiras ecológicas (em inglês)
Artigo escrito por Emanuel Alencar








