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Orçamento participativo em Porto Alegre é destaque em prédio da Siemens, em Londres

Vista aérea da capital gaúcha. Foto: Eurivan Barbosa/Wikimedia Commons

Assembleias abertas e periódicas e etapas de negociação direta da população com o governo. Tudo para decidir, de forma democrática, se a prioridade é tapar-buracos de ruas, construir uma creche ou investir na arborização de um bairro, por exemplo. A experiência do Orçamento Participativo de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, está entre as boas ideias verdes brasileiras expostas no prédio da Siemens em Londres, The Crystal. A construção reúne exposições sobre os modelos de gestões sustentáveis em cidades ao redor do mundo.

No documento Relatório das Cidades Verdes Latinoamericanas, disponível no site do The Crystal, o Orçamento Participativo de Porto Alegre, criado em 1989 e que sobreviveu às mudanças políticas no comando da prefeitura, é descrito como uma iniciativa que resultou diretamente na expansão de serviços em saneamento. “Em 2009, o ICLEI (Governos Locais pela Sustentabilidade), associação da qual Porto Alegre faz parte, colocou o nome da cidade entre as cinco cidades-modelo em iniciativas em energias renováveis”, ressalta o relatório. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a experiência gaúcha é uma das 40 melhores práticas de gestão pública urbana no mundo.

Em assembleias regionais, a população portoalegrense elege as prioridades para o município, seus conselheiros, e define o número de delegados da cidade para os seus respectivos fóruns regionais e grupos de discussões temáticas. Cerca de 15 mil pessoas estão envolvidas no projeto anualmente, discutindo e definindo as prioridades para a cidade nos setores de moradia, educação e saúde. A cidade foi a pioneira na implementação do sistema e inspirou experiências no brasil e no mundo.

Para conhecer mais sobre o The Crysta acesse: http://www.respostassustentaveis.com.br/blog/cristal-o-icone-da-sustentabilidade/

Artigo escrito por Emanuel Alencar

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A filosofia Lean, as startups e a sustentabilidade

Reduzir custos, otimizar a produção e, sobretudo, garantir a satisfação do cliente com os produtos oferecidos são, ou deveriam ser, objetivos de qualquer empresa. Mas nem sempre é fácil atingi-los. Por trás do crescimento que levou a japonesa Toyota a tornar-se uma das maiores automobilísticas do mundo, está a filosofia Lean, um conjunto de ideias e práticas voltadas à redução de desperdícios e à melhoria da gestão em todas as etapas do negócio, da manufatura ao relacionamento com clientes.

Essa forma de gestão criada na Toyota (foto abaixo) ganhou forma de filosofia a ser seguida por outras empresas do mundo ao ser objeto de pesquisa de estudiosos do Massachusetts Institute of Technology (MIT), na virada da década de 1980 para 1990. Não é, porém, uma filosofia de aplicação restrita a construtoras de automóveis ou grandes indústrias. Pode ser, e vem sendo, implementada também em pequenas empresas e startups.

Nos últimos anos, o boom de empreendedorismo e novos negócios (muitos dos quais não conseguem se estabelecer) é propício à adoção da filosofia Lean. Nesse caso das startups, dois conceitos Lean são fundamentais: o feedback dos consumidores e a redução do desperdício na produção. Criar um novo negócio ou produto que não tenha demanda sustentável é um dos tipos de desperdício mais comuns. O site http://theleanstartup.com/ mostra como pode se dar a adoção de outros conceitos da filosofia Lean em empreendimentos iniciantes.

Ao se falar em sustentabilidade, a meta de reduzir desperdícios, mais do que uma melhora de gestão no âmbito interno de uma empresa, é uma necessidade global e um serviço prestado ao planeta. Melhorar a gestão do uso de energia, por exemplo, diminui os custos de produção e, principalmente, reduz os danos ao ambiente.

O site do Instituto Lean no Brasil (www.lean.org.br) tem explicações mais aprofundadas dos conceitos e formas de aplicação dessa filosofia em qualquer tipo de negócio.

Artigo sugerido por Camila Duarte e escrito por Miguel Caballero

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