Orçamento participativo em Porto Alegre é destaque em prédio da Siemens, em Londres
Assembleias abertas e periódicas e etapas de negociação direta da população com o governo. Tudo para decidir, de forma democrática, se a prioridade é tapar-buracos de ruas, construir uma creche ou investir na arborização de um bairro, por exemplo. A experiência do Orçamento Participativo de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, está entre as boas ideias verdes brasileiras expostas no prédio da Siemens em Londres, The Crystal. A construção reúne exposições sobre os modelos de gestões sustentáveis em cidades ao redor do mundo.
No documento Relatório das Cidades Verdes Latinoamericanas, disponível no site do The Crystal, o Orçamento Participativo de Porto Alegre, criado em 1989 e que sobreviveu às mudanças políticas no comando da prefeitura, é descrito como uma iniciativa que resultou diretamente na expansão de serviços em saneamento. “Em 2009, o ICLEI (Governos Locais pela Sustentabilidade), associação da qual Porto Alegre faz parte, colocou o nome da cidade entre as cinco cidades-modelo em iniciativas em energias renováveis”, ressalta o relatório. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a experiência gaúcha é uma das 40 melhores práticas de gestão pública urbana no mundo.
Em assembleias regionais, a população portoalegrense elege as prioridades para o município, seus conselheiros, e define o número de delegados da cidade para os seus respectivos fóruns regionais e grupos de discussões temáticas. Cerca de 15 mil pessoas estão envolvidas no projeto anualmente, discutindo e definindo as prioridades para a cidade nos setores de moradia, educação e saúde. A cidade foi a pioneira na implementação do sistema e inspirou experiências no brasil e no mundo.
Para conhecer mais sobre o The Crysta acesse: http://www.respostassustentaveis.com.br/blog/cristal-o-icone-da-sustentabilidade/
Artigo escrito por Emanuel Alencar




