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Menino constrói árvore para captar mais energia solar

Desde o começo das civilizações, a natureza inspira o intelecto humano na criação de estruturas e ferramentas. Apesar de a ciência já ter analisado inúmeros exemplos da  complexidade de sistemas e organismos, os mistérios naturais continuam a nos surpreender à medida que são desvelados.

Olhe uma árvore, por exemplo. Parece confusa e aleatória a profusão de galhos retorcidos que elevam as folhas em busca da luz do sol. Um menino de 13 anos, porém, percebeu que as ramificações obedeciam a um padrão espiral.

Foi numa caminhada de inverno que o garoto americano Aidan Dwyer fez essa observação. Quando começou a estudá-la, descobriu que os galhos seguiam os números Fibonacci, assim como em conchas, sementes de um girassol, nas proporções do corpo humano até em estruturas espaciais. A sequência começa por 0 e 1 e a cada número seguinte representa a soma dos dois anteriores: 0-1-1-2-3-5-8-13-21…

A principal hipótese para o padrão é que ele servia à principal função das árvores: captar e processar a luz do sol. Para testar a hipótese, Aidan construiu uma árvore com painéis solares obedecendo à sequência Fibonacci de um carvalho e por meses comparou os resultados com os de uma placa fotovoltaica plana.

O resultado é que o padrão espiral inspirado nas árvores conseguiu captar 20% mais de voltagem e 2,5 horas mais de luz solar do que o painel plano. Durante o inverno, quando o sol faz um percurso mais próximo ao horizonte, a árvore com painéis que obedece à sequência Fibonacci conquistou uma eficiência ainda maior, alcançando uma captação de luz solar por 50% mais tempo ao longo do dia.

A sequência Fibonacci permite à árvore seguir melhor o caminho traçado pelo sol através do céu.  Em comparação com as placas planas, a árvore de painéis ocupa menos espaço em áreas urbanas, não é tão afetada por sombras nem coleta tanta neve, chuva e sujeira. Além disso, ela é mais eficiente em altas latitudes, onde o sol percorre um caminho de baixa angulação pelo céu.

Depois de receber prêmios em 2011, como o Jovem Naturalista do Museu de História Natural de Nova York, Aidan Dwyer continua com a pesquisa para entender se o formato das folhas também tem relação com a sequência Fibonacci e para seguir nos surpreendendo com a genialidade da natureza.

Veja a palestra Aidan Dwyer sobre a sua pesquisa.

 

Artigo escrito por Felipe Caruso e sugerido por Daniel Pamplona.

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Geobiologia e bem-estar

Foto: Peter Alfred Hess

Não é novidade que os ambientes nos quais passamos longos períodos, como a nossa casa ou o local de trabalho, têm grande influência em nossa qualidade de vida. Enquanto em alguns desses locais nos sentimos bem e relaxados, em outros, não temos vontade de passar mais do que alguns minutos. Essa relação entre a saúde do indivíduo e os espaços os quais ele frequenta é o objeto de estudo da Biologia das Construções ou Geobiologia.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS, uma construção pode ser considerada saudável ou insalubre. Enquanto a primeira exerce influência positiva na saúde dos seus frequentadores,a segunda pode fazer com que as pessoas que trabalham ou moram nesse local adoeçam sem nenhuma razão aparente. A essa condição que causa a diminuição da capacidade de trabalho, perda de produtividade e se agrava com o aumento da permanência no ambiente, a OMS deu o nome de Síndrome do Edifício Enfermo.

Para descobrir se a sua casa, apartamento ou escritório está com a saúde em dia, a Geobiologia aponta alguns aspectos a serem observados, como: qualidade do ar, da água, poluição sonora e eletromagnética, umidade, temperatura, radiações cósmicas, materiais de construção, perturbações geológicas, entre outros fatores. A investigação utiliza equipamentos da radiestesia, como os pêndulos, a fim de identificar os locais contaminados e propor soluções pelo redirecionamento do fluxo energético.

Foto: phototouring

Um dos pontos a favor da Geobiologia é que a natureza é parte integrante de todo o processo. A prática incentiva o uso de materiais ecológicos e o controle de resíduos nas construções. Afinal, um edifício só é considerado saudável se for capaz de promover saúde e bem-estar tanto para os seus habitantes quanto para o meio ao seu redor.

O vídeo abaixo traz uma entrevista da RBS TV, bastante informativa, sobre a Domotherapia, uma prática inspirada na Geobiologia e que também tem como  objetivo a cura de ambientes doentes.

 

Artigo escrito por Christiane Dias

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Um caminho prático para impedir a degradação ambiental

Foto: Neil Singapore

Uma das principais barreiras à adoção de práticas sustentáveis durante o processo de produção é tão simples quanto antiga: a agricultura e a indústria usam recursos da natureza. Desde que a humanidade existe, trabalho e meio ambiente caminham lado a lado. Florestas, matas, o solo e os rios oferecem matéria-prima a praticamente tudo que comemos, bebemos, vestimos e usamos das mais variadas formas. Aliás, de onde você acha que foi retirado o lítio que serve de principal componente à bateria do seu notebook?

Essas questões importantes não podem ser varridas para debaixo do tapete. Por isso, uma alternativa recente para incentivar a preservação do meio ambiente é considerar a lógica de mercado como fator motivador. Assim, em vez de degradar, produtores e proprietários rurais são financiados para evitar o desmatamento e outras agressões. Esse mecanismo tem nome: Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

No Brasil, a prática do PSA já mobiliza 350 produtores, beneficiando mais de 22 milhões de pessoas. Inclusive, a discussão sobre o assunto está na ordem do dia dos debates em torno do novo Código Florestal brasileiro. Um caso de sucesso é o da cidade de Extrema, em Minas Gerais, na divisa com São Paulo. Há 20 anos, o município enfrentava um quadro de degradação ambiental avançada causada, em boa parte, pela pecuária leiteira. Como agravante, os principais mananciais de água da região ficavam justamente nas propriedades rurais que desmatavam para alcançar progresso econômico.

Os governantes locais entenderam, então, que era possível resolver o problema. Bastava aplicar a tal lógica do mercado. Em vez de se desgastarem em discussões que prejudicariam os moradores que viviam da produção de leite, recorreram ao PSA (que ainda não tinha esse nome, diga-se de passagem). A prefeitura passou a pagar aos produtores para preservarem os cursos dos rios e a vegetação. O município também fez um acordo com uma fábrica de laticínio, incentivando a empresa a conceder bônus financeiros aos que produzissem em condições adequadas.

As propriedades que participam do PSA local recebem a visita de um agrônomo que identifica as áreas críticas, principalmente as nascentes dos rios. A partir daí, começa o processo de reflorestamento, mas ninguém sai perdendo. O custo desse trabalho – cerca de mil reais por hectare – é totalmente coberto pelo programa.

Hoje, a cidade está envolvida a tal ponto no projeto de conservação ambiental que se tornou referência no assunto. Prefeitos, técnicos e agricultores de todo o Brasil participam de cursos oferecidos em Extrema. O objetivo é mostrar que preservar o meio ambiente e produzir a partir dos recursos da natureza não são atividades necessariamente excludentes e podem até ser lucrativas, criando oportunidades de novos negócios, como aconteceu na cidade mineira.

Artigo escrito por Henry Galsky

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Singing Ringing Tree

A obra de arte emite o som através do vento que passa pelos tubos de aço e ganhou até prêmio.

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O RESPOSTAS SUSTENTÁVEIS é um blog colaborativo em que presente e futuro são discutidos. O que já está sendo feito? Como está sendo feito? De que maneira o mundo pode ser melhorado? Aqui, você participa e compartilha esse movimento.

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