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Série Energias Brasileiras – nossa matriz

Você certamente já perdeu a conta das vezes em que presenciou, na televisão, na internet, na rádio ou em jornais impressos, debates sobre a necessidade de “limpar” a matriz energética brasileira. Mas será que nossas fontes de energia são majoritariamente sujas? Há perspectivas de desenvolvimento da energia eólica ou solar nos próximos anos?  Neste post, procuramos algumas respostas a estas questões.

Relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado em fevereiro de 2011 mostra que o Brasil está longe de ser um grande vilão mundial da queima de combustíveis fósseis, como petróleo e gás natural. Estes combustíveis são os maiores geradores de gases de efeito estufa e outros poluentes atmosféricos. De acordo com a análise, 45,9% da oferta de energia interna do Brasil são renováveis. Uma média muito superior à do resto do planeta, de apenas 12,9%. Isso faz com que o consumo médio no país seja de 1,34 tonelada equivalente de petróleo por ano (tep), muito abaixo dos países desenvolvidos, que é de 4,69 tep, e também abaixo do consumo mundial, 1,78 tep.  As usinas hidrelétricas estão à frente da matriz brasileira, responsáveis pela geração de 72,5% da energia do país.

Apesar dos bons números, o estudo revela que as termelétricas devem aumentar sua participação de 17,7% para 23,1% até 2015, o que não é propriamente uma boa notícia. Por outro lado, fontes renováveis como eólica e solar ainda engatinham, mas já pedem passagem. Segundo o texto, a participação da energia eólica cresceu no país nos últimos anos e a opção se apresenta hoje como economicamente viável. O número de usinas eólicas no Brasil deve dobrar nos próximos quatro anos, das atuais 45 para 86, fazendo a participação da energia gerada pelos ventos saltar de 0,7% para 2,1% do total da matriz de energia elétrica do país – quase a mesma participação da energia nuclear, que, se concretizada a construção de Angra 3, aumentaria de 1,8% para 2,3%. O setor da energia solar ainda é bastante tímido: e sua participação na matriz brasileira é hoje considerada residual (menos de 0,1% do total).

No próximo post vamos nos aprofundar um pouco mais sobre o potencial da energia eólica no Brasil. Como o estudo do Ipea mostrou, apesar de se encontrar em um estágio inicial, ela é uma das fontes que mais cresce no país, e revela o potencial que temos de nos transformarmos em uma referência internacional quando o assunto é a geração de energias limpas.

Confira no vídeo abaixo, feito para o 7º Concurso Universitário de Jornalismo CNN, uma reportagem sobre o gerador de energia solar mais antigo instalado no Brasil, há 14 anos, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

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